sábado, 28 de abril de 2018

Limpeza do Cooler da CPU

Poeira de 2½ anos acumulada no Cooler da CPU

Dois anos e meio (30 meses) é tempo demais para deixar o computador sem uma limpeza, — em especial, na pacata região serrana ao norte de Brasília, — onde o trânsito de veículos na chamada “área verde” das quadras residenciais levanta toneladas de poeira no inverno seco do Planalto Central.

Felizmente, não gosto de tapetes, carpetes, cortinas, — cujas fibras em suspensão no ar são ativamente atraídas (eletricidade estática) e cujo emaranhado gera resistência mecânica, — e que não poupa sequer os ambientes fechados, com filtro de ar condicionado.

Essa demora se deveu a uma falsa tranquilidade, — de “ver” a temperatura da Mobo, CPU, Core0, Core1 só tocarem níveis “altos” uma vez ou outra (por curtos momentos), — e se manterem sempre bem longe dos níveis “críticos”, no dia-a-dia.

Mas o inesperado faz uma surpresa: — Surge uma tarefa que exige da CPU um esforço intenso e prolongado, — e você é obrigado a interrompê-la, ao perceber que o Cooler não está dando conta do recado.

A experiência deixou claro que o “problema” não começa só quando se constata aquecimento regular (em condições normais), — mas desde o momento em que o Cooler já não esteja pronto para fazer frente a uma situação excepcional, de aquecimento por longos períodos.

Índice


  • Retirada do Cooler
  • Limpeza do Cooler
  • Fixação do Cooler na placa-mãe
  • Talvez da próxima vez eu entenda
  • A conferir
  • Levantamento objetivo
  • Cooler de reserva
  • Temperatura “alta” e “crítica”
  • Grub louco + Cooler sujo (ou, E=mc²=Boom!)

Registros anteriores



Retirada do Cooler


Destravar e puxar os êmbolos para retirada do Cooler da CPU

Para soltar o Cooler da CPU, as fendas das 4 presilhas devem ser giradas no sentido anti-horário, até a posição tangente ao círculo, — para que o êmbolo possa ser puxado, liberando os pinos fixados à placa-mãe.

Tornar a travar o êmbolo (retraído) após a retirada do Cooler da CPU

Após retirar o Cooler da CPU, o manual orienta a restabelecer (reset) a trava dos êmbolos, — que se encontram retraídos (alongados) para fora das presilhas.

Posições radial (trava) e tangencial (destrava) das fendas do êmbolo

Para facilitar as anotações, o esboço ilustra:

  • À Esquerda - Fendas na posição radial (voltadas para o centro do Cooler) — mantêm a trava dos êmbolos. — Para destravá-los, girar a fenda no sentido anti-horário.
  • À Direita - Fendas em posição tangencial à circunferência do Cooler — destravam os êmbolos, permitindo puxá-los, para liberar as presilhas. — Para voltar a travá-los, girar a fenda no sentido horário.

Limpeza do Cooler


Limpeza incompleta do Cooler, — poucos segundos de jato de ar comprimido

Tal como se encontrava, a poeira acumulada simplesmente não permitia a passagem do ar pelas aletas de dissipação de calor, — portanto, o primeiro passo foi retirar o Cooler da CPU e levá-lo ao mesmo borracheiro onde fiz a limpeza em Out. 2015.




Importante! - Isto não é uma “orientação”, nem um conselho. — Ignoro tudo sobre compressores, filtros, impurezas, umidade, pressão etc. — Apenas vi um técnico razoavelmente estudado e sério fazer isso, uma vez (no meu antigo micro, com todos os componentes montados), e adotei essa prática. Hoje, só não levo o computador inteiro, por falta de carro. Fica chato, levar debaixo do braço.

Dessa vez, infelizmente, o borracheiro não tinha (ou não quis plugar) a pistola na mangueira de ar comprimido, — sugeriu um improviso, com uma chave avulsa, que exigia as duas mãos para disparar o jato de ar. — Nem pensar, jatear um Cooler solto, e ele sair voando.

O jeito foi pedir ajuda de um auxiliar (pouco afeito ao que seja limpeza de ventoinha, aletas etc.), — e o Cooler não ficou 100% limpo. — O resto da limpeza foi feita com um pincel, mais tarde, na medida do possível.

Uma espátula de massa de modelar pode não ser o ideal, — mas também funciona

A pasta térmica antiga foi raspada das superfícies de contato do Cooler e da CPU com uma espátula de plástico macio, — os resquícios foram tirados com um guardanapo de papel (que saiu preto), — e no lugar foi espalhada nova camada de pasta.

Fixação do Cooler na placa-mãe


Cooler recolocado na placa-mãe, sobre a mesa, — uma das poucas fotos de 2015

A fixação do Cooler foi feita com a placa-mãe em cima da mesa, — pois só fiz isso 2 vezes em 10 anos, e ainda me parece complicado (e inseguro) tentar com a Mobo aparafusada no fundo do chassi. — Mas, mesmo com a placa sobre a mesa, mais uma vez voltei a perder meia hora, só nessa tarefa.

Quem trabalha na área, fixa o Cooler em 5 segundos, até de olhos fechados. — Já vi técnicos darem apenas uma olhada (para encontrar os furos e posicionar) e liquidarem o assunto em 4 cliques rápidos, — parece que só pelo tato.

Ação do pino central para expandir e fixar as presilhas (Cooler de reserva)

Em resumo, as presilhas de fixação são bipartidas e flexíveis, — passam com facilidade pelos furos da placa, — e depois disso o êmbolo permite empurrar um pino central em cada presilha.

Presilha bipartida com a cabeça encaixada, — e o êmbolo, que a expande e impede de soltar

Com o avanço do pino central, a ponta das presilhas se alarga e firma no lugar, — como uma bucha de parede.

Êmbolos inicialmente retraídos (alongados), — e as fendas no topo apontandas para o centro (posição radial)

Segundo a folha de instruções, — meros desenhos, sem legendas e sem texto explicativo, — desde o começo os êmbolos devem estar retraídos (alongados para fora das presilhas); — e as fendas viradas para o centro do Cooler (fendas em posição radial).

Nessa posição radial, o êmbolo encontra-se travado, — ou seja, não pode ser puxado para trás (alongamento). — Mas já estão soltos, desde o começo.

Apertar por um ressalto lateral, — e só depois pressionar o êmbolo

No desenho seguinte, primeiro as presilhas são encaixadas nos furos, — e só depois os êmbolos são pressionados para baixo, — empurrando os pinos que vão firmar a ponta das presilhas no local.

Importante - Fixar, primeiro, 2 presilhas em cantos opostos, — depois, as 2 presilhas na outra diagonal, — pois, se começar fixando 2 de um mesmo lado, o outro lado do Cooler pode ficar meio afastado da CPU.

Tudo isso, com as fendas sempre voltadas para o centro do Cooler, — vale dizer, na posição que trava o êmbolo, para ele não voltar a se soltar.

Com o avanço do êmbolo, o comprimento das presilhas fica no tamanho justo

Ao pressionar os êmbolos para o interior das presilhas, cada conjunto, — inicialmente alongado, — fica no comprimento justo para prender o Cooler sobre a CPU, sem qualquer folga ou balanço.

Talvez da próxima vez eu entenda


Manual da CPU + Cooler Intel© Core™2 Duo

Até aí, não existe mistério, — só faltava combinar com as peças.

Na prática, perdi um tempo enorme (pela 3ª vez!), tentando de várias maneiras, — a começar pelo que diz o manual (claro!), — mas ao iniciar este relato (6 dias depois), já não me sentia seguro para afirmar, com certeza absoluta, exatamente qual a maneira que acabou dando certo.

Sinal de que não anotei imediatamente, — de preferência, logo após conseguir fixar 2 presilhas, — e antes de fixar as outras 2 (para confirmar se anotei certo).

Quem sabe, da próxima vez lembro de anotar com exatidão, — e espero que essas notas de agora ajudem a identificar as alternativas tentadas, — e qual delas dará certo.

A conferir


Reorganização dos cabos desde 2015, — exceto pelo DVD Sata, 3º HDD, Fonte e poeira

Empurrar as presilhas pelo topo, — vale dizer, apertando o êmbolo, — várias vezes fez com que este avançasse e alargasse o pino inferior, antes dele passar pelo furo na placa; e aí, não tinha mais como passar.

Mais prático é empurrar cada presilha por um ressalto lateral, a meia altura, — e só depois de encaixá-la, pressionar o êmbolo para fixá-la no lugar.

Mas mesmo isso, falhou vezes sem conta.

O que “acho” que de fato funcionou foi trabalhar com os êmbolos destravados, até completar a fixação, — e travá-los em seguida.

Infelizmente, essa anotação só foi feita às 19:45, — quase 6 horas depois, — e exatamente nesses termos: — “acho”.

Levantamento objetivo


Emaranhado de cabos em 2009

O “Caderno de Informática” tem sido da maior utilidade, desde 2006, para lembrar configurações, aprendizados, ou a solução de problemas e dificuldades, — mas no caso específico da fixação do Cooler, não ajudou muito. — A atenção estava focada em não cometer erros na manipulação dos componentes, nem no cabeamento. Vai que explode? Anotações acabaram ficando para depois.

Além de vagas, imprecisas, as anotações também continham contradições. — Para preencher as lacunas, foi necessário recorrer às fotografias (relativamente bem organizadas), — e à “caderneta de campo”, onde é mais fácil localizar datas, trajetos e compra de peças (sim, as Notas Fiscais devem estar em algum lugar).

As 3 vezes em que fixei o Cooler na CPU, — sempre com a placa-mãe sobre a mesa, — foram:

  • 26 Mar. 2009 - Montagem do computador
  • 23 Out. 2015 - Limpeza do Cooler
  • 23 Abr. 2018 - Limpeza do Cooler

26 Mar. 2009 - A única anotação é de que o computador passou pelo “smoke test” sem explodir. — Não consta nem a hora, — e as primeiras fotos só foram feitas 3 dias depois. — Bola fora nº 1.

Fotos talvez gerassem confusão, nessa data. Até por volta de 2006, evitava aplicar Horário de Verão na câmera, para facilitar a identificação do ângulo solar, em fotos externas, — e houve um intervalo de 2 ou 3 anos, sem bateria (nunca descobri onde ela fica, para substituir), e a datação foi irregular, até optar sempre pela hora “oficial”. — No celular, este foi o padrão, desde Fev. 2015.

Cooler já fixado à placa-mãe no início da tarde, — e chassi ainda sem limpeza

23 Out. 2015 - As anotações indicam que o Cooler foi retirado antes de 0:40, — levado ao borracheiro pela manhã (7:44 ~ 11:04), — e que “recolocar deu trabalho das 12h às 16h” (sinal de que não foram escritas antes dessa hora).

Reorganização dos cabos, — e placa-mãe ainda na mesa, — no final da tarde

Examinadas agora, as fotos dizem que não foi exatamente assim. — Às 13:54 o Cooler já estava fixado na placa, em cima da mesa (e não existe foto antes dessa hora!), — mas depois disso:

  • Foram retirados todos os demais componentes do chassi, inclusive o Painel frontal
  • Às 15:30, o chassi foi levado para uma limpeza na varanda
  • O gravador de DVD foi realocado na 3ª casa, do alto para baixo
  • Os 2 antigos HDDs foram realocados nas casas inferiores (transversais), para cabeamento pelo lado oposto
  • O Painel frontal foi recolocado às 17:10, — a placa-mãe continuava na mesa
  • A placa-mãe foi fixada no chassi (6 parafusos), ajustando os conectores ao painel de trás
  • A fonte de energia foi fixada no chassi
  • Os cabos Sata foram etiquetados nas 2 extremidades, para facilitar a vida
  • A disposição dos cabos foi reorganizada, — o interior do chassi ficou mais “espaçoso”
  • O computador só foi ligado por volta de 23:10

Portanto, a faixa “das 12h às 16h” nas anotações significa que “recolocar” não se referia só ao Cooler, — e mesmo assim, foi uma avaliação bem subjetiva.

Cooler fixado à placa-mãe desde o início da tarde, em Out. 2015

De fato, as fotos foram baixadas na época, mas só agora renomeadas no formato YYYY-MM-DD_HH-mm-SS, para um levantamento mais objetivo.

O celular mantém a hora sincronizada. O Horário de verão tinha começado 5 dias antes (18 Out. 2015); e a hora UTC dos dados Exif confere. — A única hipótese capaz de deslocar a faixa de tempo para 1 hora mais à frente (das 13h às 17h), é que as fotos tenham sido baixadas no antigo WinXP, que ainda estava instalado, e ele tenha interpretado como “UTC-03:00”, ao invés de “UTC-02:00”, pois suas definições de fuso horário permaneciam desatualizadas (a sincronização NTP só era feira pelo Linux), — mas verificar isso exigiria um estudo do ângulo solar em fotos externas do mesmo dia.

Por isso, sinto pouca firmeza nas anotações de 2015, que, — no que se refere à fixação do Cooler, — parecem mero resumo dos desenhos nas instruções do fabricante.

Anotações sem indicação horária, — prosseguindo abaixo das notas do dia seguinte

Foram escritas pelo menos 2 horas mais tarde, — ou talvez 9 horas depois… ou, até mesmo, no dia seguinte, — pois extravasam para a outra página (abaixo das anotações do dia 24).

A ter seguido exatamente o que sugerem os desenhos do manual de instruções, ficaria difícil entender esse trecho: — «Mesmo com a placa-mãe sobre a mesa, foi complicado entender a lógica das 4 presilhas e conseguir fixá-las todas, de modo que o Cooler encoste bem na CPU». — Não faria sentido.

Na verdade, a única coisa que faria sentido, era anotar exatamente qual o modo encontrado para fixá-las, — ao invés de abobrinhas genéricas. — Bola fora nº 2.

Ficou registrada, pelo menos, uma hipótese

23 Abr. 2018 - Foram anotadas: (a) A disposição dos fios e do conector do Cooler, ao retirá-lo; (b) A disposição dos demais cabos conectados à placa-mãe, ao retirá-la; e por fim, — sem indicação de hora, — (c) Um esboço da posição das fendas dos êmbolos, tal como “acho” que tinha feito para tornar a fixar o Cooler.

Está claro que, ao fazer essa última anotação, já não tinha certeza. — Mais uma bola fora. — Burrice 3 x 0 Anotações.

As fotos mostram apenas que às 19:35 a placa-mãe ainda estava aparafusada no chassi, — começava a desconectar os cabos, para retirá-la, — e às 20:25 o Cooler já estava bem fixado na placa-mãe, sobre a mesa.

Cooler de reserva


Cooler de reserva com suporte Intel 775

Ao começar a escrever, senti falta de mais algumas imagens, — tirei da caixa um Cooler novo, — até agora usado apenas para essas fotos.

Foi comprado por precaução (provavelmente nos últimos 2 anos), — pois a cada dia fica mais incerto encontrar peças para as especificações desse hardware, — mas o Cooler original continua macio e silencioso.

A qualidade ou durabilidade do Cooler de reserva ainda é uma incógnita. — O importante é resolver em caso de emergência num Sábado à noite, e se manter por mais alguns anos, — o que é mais do que se prevê para continuar usando um processador tão antigo.

A experiência tem mostrado que Teclado e Mouse Microsoft duram quase 10 vezes mais do que similares de baixo custo.

Temperatura “alta” e “crítica”


Indicações de temperaturas “altas” e “críticas” da Mobo, CPU, Core0, Core1

Depois de muito pesquisar na internet qual seria a temperatura “normal”, “exagerada” ou “perigosa”, — e deparar com os maiores disparates imagináveis, — acabei descobrindo que a orientação mais confiável e fácil de encontrar é fornecida pelo próprio hardware e seu firmware:

# sensors
atk0110-acpi-0
Adapter: ACPI interface
...
CPU Temp: +34.0°C  (high = +60.0°C, crit =  +95.0°C)
MB Temp:  +37.0°C  (high = +45.0°C, crit =  +95.0°C)
...
coretemp-isa-0000
Adapter: ISA adapter
Core 0:   +43.0°C  (high = +76.0°C, crit = +100.0°C)
Core 1:   +42.0°C  (high = +76.0°C, crit = +100.0°C)

Naturalmente, isso depende de instalar o lm-sensors (se não veio com a distro) e configurá-lo pelo comando # sensors-detect.

Grub louco + Cooler sujo (ou, E=mc²=Boom!)


Core0 a 99º Centígrados durante um interminável grub-mkconfig

O monitoramento pelo Conky já vinha sugerindo acúmulo de poeira no Cooler da CPU, — porém, nada que parecesse urgentíssimo. — Poucas vezes atingia 76º Centígrados, e não por muito tempo… enquanto o grub-mkconfig se limitou a 15 minutos, no máximo 30 minutos, rodando a partir do HDD.

A situação ameaçou virar catástrofe ao tentar instalar o Manjaro 17-1-8, a partir de sessões Live DVD, — felizmente, monitorando pelo Conky, para registro em capturas de tela. — As coisas sempre são um pouco mais forçadas, quando se roda uma sessão Live.

A fase de instalação do bootloader (grub-mkconfig) começou a demorar demais, — a temperatura alcançou 90ºC… 96ºC… 98ºC… e mal deu tempo de Cancelar a instalação.

O cancelamento do instalador demorou a interromper o processo. Ainda foi tentado # killall grub, mandinga, reza-braba, mas no final a prudência aconselhou Power Off imediato.

Com a máquina desligada, foram desplugados 2 HDDs, — com 6 das 12 distros instaladas (KDE Neon, Mageia, Debian, Kubuntu 16.04, openSUSE Leap, PCLinuxOS), — ficando apenas 1 HDD (Mint, Slackware, Arch) e 1 SSD externo (Bionic, Devuan) para serem examinados pelo Grub.

Mesmo assim, a segunda tentativa de instalação do Manjaro elevou a temperatura de Core0 a 92ºC, na etapa do grub-mkconf, — e foi abortada sem esperar mais.

Depois disso, claro, a limpeza do Cooler pulou para o topo das prioridades, — o que não significa, necessariamente, “na hora” (às 19h?), uma vez que dependia de encontrar um borracheiro aberto, por perto; e ainda exigiria mais algum tempo para retirar a placa, trocar a pasta térmica e tornar a colocar o cooler, em condições confortáveis de trabalho, de modo a excluir o risco de deixá-lo mal fixado.

De imediato, a solução foi instalar o Manjaro sem bootloader, — coisa de 25 minutos, bastante razoável nas circunstâncias (baixa taxa de transferência do DVD, hardware antigo).

Ficaram, portanto, 2 problemas bastante distintos, — a resolver por partes:

  1. Limpar o Cooler
  2. Descobrir qual o problema do Grub

— … ≠ • ≠ … —

Ferramentas &tc.


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