sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Montagem automática de partições no Linux Mint 17.3 Cinnamon

Montagem automática de três partições extras, ao iniciar o Linux Mint 17.3 Cinnamon

Montar automaticamente 3 partições extras, — logo ao iniciar o Linux Mint 17.3 Cinnamon, — foi um desafio cabuloso, para um usuário leigo.

Por “extra”, refiro-me ao que não faz parte do sistema, — por exemplo, partições do Windows, ou a partição /home de outro Linux.

As tentativas começaram em 28 Jan. 2016 (segundo o Google); prosseguiram em 29 Jan., 5 Fev., e alcançaram êxito no dia 8 Fev.

É claro que fiz muitas outras coisas, nesses dias todos, — além de pesquisar, ler muito e colecionar bookmarks, — mas também passei sufoco com algumas tentativas que deram maus resultados, e desaconselharam continuar tentando às cegas.

Automação, please !


Por padrão, o Mint 17.3 Cinnamon chama o Nemo (“fork” do Nautilus), quando você clica em Menu → Arquivos; ou em Menu → Locais → (Pasta) ou (“Volume”).

O ícone dele, — uma pasta verde, — é um dos três que já vêm no Painel (barra inferior), ao lado do Firefox e do Terminal, quase grudados no Menu.

Também por padrão, o Nemo já abre com uma barra lateral, oferecendo todos os “Locais”, — Pastas e “Volumes”, — independente de estarem montados ou não.

Os que já estão montados são assinalados por um micro-ícone, alinhado à direita. Nos demais, basta clicar, para serem “montado” na hora.

Essa “montagem manual” (“sob demanda”) acaba ficando muito chata, com o passar do tempo.

Quase todo meu trabalho é feito nas partições “E:\” e “F:\” do Windows, — enquanto as partições “/home” do Kubuntu e do Mint são usadas como backups, uma vez que não são acessíveis ao Windows. Trabalhar nelas criaria um gueto.

Ocorre, com frequência, começar o trabalho por um arquivo editado na véspera, — com 3 cliques, você vai em Menu → Arquivos recentes → Arquivo X, — mas o LibreOffice não responde. Outros programas, que “lembram” seu posicionamento anterior em determinada pasta, entram em estado de choque, e lá se vai um tempo a fechar aplicativo, montar partições, reabrir aplicativo etc.

O LuckyBackup, — primeiro aplicativo que disparo logo ao iniciar, — também já tropeçou na falta de montagem prévia das partições.

Alguém comenta que aplicou um wallpaper gravado numa dessas partições “extra-Mint” (ou era usuário Ubuntu?), mas o papel de parede só aparecia depois de clicar na partição para montá-la, — todos os dias.

No tempo em que os bichos falavam


Esse tipo de coisa já me deu trabalho, num antigo Kurumin (4 ou 5?), logo após a instalação, quando o K3b se recusava a gravar um CD, e eu nunca lembrava se aquilo era por falta de “montagem” ou por falta de “permissão” (ou ambos). O caderno mais antigo está povoado de anotações, dicas, linhas de comando esotéricas, — às vezes contraditórias, — que não se recomendam mais, após tantos anos.

Melhorou o mundo, — melhorou o Linux, melhorou meu estado de “ignorância aperfeiçoada”, — fato é que, a cada ano, o caderno recebe menos anotações de coisas tão básicas.

No Kubuntu: Menu → Configurações de sistema → Dispositivos removíveis

Configurações de montagem automática de discos, partições, dispositivos removíveis etc. no Kubuntu

No Kubuntu, já está resolvido há tanto tempo, que até me esqueci desse velho “problema”.

Fui lá olhar, para lembrar como era a “solução”, e constatei que é a simplicidade em pessoa.

Você vai em Menu → Configurações do sistema → Dispositivos removíveis, e apenas marca quais partições devem ser montadas automaticamente ao iniciar a sessão. Clica “Aplicar”, e nunca mais se preocupa com isso.

Menu → Acessórios → Discos → (HD → partição) → Mais opções → Editar opções de montagem

Depósito de bombas


Não encontrei nada disso, nas Configurações de sistema do Linux Mint 17.3 Cinnamon.

Em Menu → Configurações do sistema, simplesmente não existe nada que se assemelhe a “Dispositivos removíveis”, — e muito menos, a “montagem”.

Aliás, pesquise no Menu por “monta”, “mount” ou “mnt”, e não encontre nada, — a menos que tenha algum arquivo nomeado assim.

Pesquisando na internet, acabei voltando ao aplicativo “Discos”, — que já tinha visto, e do qual já tinha fugido, mais rápido do que de uma cascavel, — agora munido de um punhado de dicas básicas, sem as quais jamais imaginaria encontrar ali uma coisa tão inocente quanto “montar partições automaticamente”. Faz todo sentido, não nego, mas…

A oferta, ali, é de excluir partição, formatar, editar sistema de arquivos, aplicar “bela-adormecida” num HD, e daí para pior, — tudo isso, em destaque, logo no topo.

Discreto (bem escondido), só a opção que você procura: — “Editar opções de montagem”, — mas tenha cuidado, pois os resultados poderão fazê-lo voltar ali, vezes sem fim, tentando e tornando a tentar, — e a cada tentativa, aumenta o risco de acabar clicando errado. (Ok, com certeza pede senha, antes de detonar).

Esse verdadeiro “campo minado”, chamado “Discos” (gnome-disk-utility), não está em “Menu → Configurações do sistema”, nem em “Menu → Administração”, como se poderia supor.

Está em Menu → Acessórios, entre Calculadora, Mapa de caracteres, bloco de Notas y otras cositas más, que você usa todos os dias, sem maiores cuidados.

Clique em ON / OFF para habilitar a personalização das opções de montagem de sua partição extra

“Opções automáticas de montagem”


Munido das dicas encontradas na internet, selecione uma partição “extra” (que não faça parte do Linux Mint), clique nas engrenagens, — as pequenas, embaixo; não a grande, no alto, — e clique em “Editar opções de montagem”.

Abre-se uma caixa entitulada “Opções automáticas de montagem”, que ostenta um belo “ON”, em verde, — significando não está “ON”, — deve-se clicar ali, para ativar.

(Depois de clicar, o “ON” verde desaparece, e aparece ao lado dele um “OFF” em cinza, — significando que não está “OFF”, — deve clicar ali para desativar. Na verdade, tanto faz clicar de um lado ou do outro. A lógica é de um seletor deslizante, que esconde a opção em vigor e exibe apenas a alternativa).

Portanto, clique em “ON”, para ter acesso à personalização das opções de montagem de sua partição extra.

Opções: (a) Montar ao inicializar; e (b) Exibir na interface do usuário

Clicado o “ON”, ele desaparece, e habilitam-se as várias opções de marcar / desmarcar, bem como vários campos editáveis por preenchimento ou por múltipla escolha.

As opções e preenchimentos que vêm como default são as seguintes:

(X) Montar ao inicializar
(X) Exibir na interface do usuário
(_) Exigir autorização adicional para montar
Nome de exibição: _________
Nome do ícone: __________
Nome do ícone simbólico: __________
__: nosuid,nodev,nofail,x-gvfs-show
Ponto de montagem: /mnt/(UUID)
Identificar como: /dev/disk/by-uuid/(UUID) ↓
Tipo de sistema de arquivos: auto

Você evita mexer no que não entende, — aceita os defaults do sistema, — e, ao reiniciar o computador, recebe uma mensagem em “tela preta” dizendo que não deu certo, não foi possível etc.:

Pressione S para pular a montagem ou M para montagem manual

Pressione S para pular a montagem ou M para montagem manual

Senha ou CTRL-D: montagem falhou

Em seguida, mais uma mensagem para especialistas: — Senha para manutenção, ou CTRL-D para seguir assim mesmo.

Não foi possível montar a partição. “Tente dmesg | tail ou algo assim”

Além de não se realizar a montagem automática da partição, também ficou impossível a montagem manual.

Agora, você clica numa partição mostrada na barra lateral do Nemo, e recebe o aviso de erro, — acompanhada da sugestão:

“Tente dmesg | tail ou algo assim” (“or so”).

Opção x-gvfs-show não-reconhecida, ou falta parâmetro

Ao executar esse comando, fica-se sabendo que a opção x-gvfs-show não é reconhecida, — ou falta algum parâmetro.

x-gvfs-show — à frente do seu tempo, — util-linux ainda não chegou lá

Rápida pesquisa na web indica que x-gvfs-show depende de util-linux 2.21 ou superior, — mas acontece que o disponível nos repositórios ainda é o 2.20.

Trata-se de um bug (#1011257, #1012081), — ou de simples defasagem por excessiva antecipação, — que também afeta muitos usuários do Ubuntu (cujo “gnome-disk-utility” o Mint aproveita).

(A situação deve se normalizar quando sair o Ubuntu 16.04, — e a seguir o Linux Mint 18, — segundo pude entender pesquisando na internet).

Talvez se possa suprir isso, adicionando um repositório “pessoal” (PPA), direto dos desenvolvedores, — mas não procurei saber.

Dicas & tentativas


Encontram-se várias dicas na internet, — para sair do impasse, — incluindo essas duas, mais amplamente difundidas:

A) Preencher o campo “Nome de exibição”, com um nome qualquer, — digamos, “Dados”, — de modo a suprir o parâmetro que falta. O resultado é algo desse tipo:

nosuid,nodev,nofail,x-gvfs-show,x-gvfs-name=Dados

Não resolveu o problema por aqui.

Ou, trocar “x-gvfs-show” por “comment=x-gvfs-show”, — que muitos também dizem que deu certo para eles.

B) Desmarcar a opção “Exibir na interface do usuário”, — de modo a eliminar o bendito “x-gvfs-show”. Aquela linha se reduz a isso:

nosuid,nodev,nofail

Com esta “opção B”, o sistema re-inicializou sem reclamar de nada. Aparentemente a “montagem” das partições realizou-se com perfeição.

Arquivo /etc/fstab alterado pelo “Discos” (gnome-disk-utility), — sem a opção “exibir na interface do usuário


Só, que… ninguém conseguiu encontrá-las, — nem o Nemo, nem o Dolphin, nem qualquer outro aplicativo. — E não foi por falta de procurar em todos os recantos /dev, /media, /mnt da “árvore”.

No final do /etc/fstab, apareciam linhas como essa, por exemplo, adicionada pelo “Discos”:

/dev/disk/by-uuid/985B-1E0D /mnt/985B-1E0D auto nosuid,nodev,nofail 0 0

Para resumir, cito apenas um debate no forum Mint, e um no Ubuntu Handbook.

Essas e outras sugestões sempre resolvem o problema de alguém, — que agradece, feliz da vida, — mas logo surge outro, informando que para ele o problema continua. Infelizmente, era sempre o meu caso.

É claro que se podem tentar inúmeras outras opções, ora mudando uma coisa, ora outra, — por exemplo, montagem em /med/(USER)/(LABEL). Ou, qualquer das 5 opções de “Identificar como”. Ou, substituir o Tipo de sistema de arquivos, de “auto” para “vfat” (se for o caso).

Fiel à minha ignorância, eu jamais tentaria 2 alternativas ao mesmo tempo. Mudaria 1 coisa de cada vez, testaria e, se não desse certo, desfaria, — antes de testar outra. — Só depois, começaria a combinar 2 alternativas, depois 3, e assim por diante, até esgotar todas as possibilidades.

Quem gosta análise combinatória poderá calcular rapidamente o fatorial composto de quantas combinações serão possíveis, — considerando o número de variáveis e o número de opções de cada variável, — algum número exponencial, sem sombra de dúvida.

Não me parece razoável, um leigo ter de fazer centenas, ou milhares de testes.

Do dia 28 Jan. ao dia 7 Fev., colecionei uns 20 bookmarks, — apenas as dicas e discussões mais promissoras, — e testei só as que pareciam fazer algum sentido. Infelizmente, nenhuma delas resolveu nada.

Voltei ao “Discos”, desativei as tentativas de montagem automática das partições “extra”, — basta clicar em “ON / OFF”, — para o /etc/fstab voltar ao que era antes. Nada de deixar lixo para trás.

Editando o /etc/fstab


Naturalmente, empurrei para o final, — como último recurso, — fazer um Mestrado em edição do arquivo /etc/fstab, usando editor de texto em modo “Administrador”, mediante senha.

/etc/fstab aberto para edição manual no nano

Você abre um Terminal (ou similar), e digita alguma coisa assim:

gksu gedit /etc/fstab (ou)
kdesu kate /etc/fstab (ou)
sudo nano /etc/fstab

Fornece a senha, escreve lá uma algaravia insana, salva, e é feliz para sempre.

Como obter o identificador UUID das partições (exibidas em azul)

Antes, porém, convém executar um outro comando, — que lhe dará a mais sólida identificação das partições existentes em seu computador, que é a identificação por UUID:

ls -al /dev/disk/by-uuid/

Sim, porque existem vários modos de indicar (no /etc/fstab) quais partições você deseja montar automaticamente ao iniciar a sessão Linux. Pode usar /dev/sda5, por exemplo, — para designar a quinta partição do primeiro HD, — ou citar sua Label (se tiver). Abrindo a lista de múltipla escolha Identificar como, do aplicativo Discos, contei 5 alternativas para uma das partições.

De todas as alternativas, o identificador UUID é universalmente apontado como o mais sólido, — não será afetado por eventuais mudanças no seu sistema.

E assim por diante.

Mas, por favor, estude, antes. Uma dica, para começar, é a página “Fstab” da Community Help Wiki, que no final indica mais alguns tópicos relacionados; ou a página “Fstab” da Wikipedia (en).

A função do aplicativo “Discos” seria justamente essa, — uma interface gráfica para facilitar as configurações, — ao invés de abrir e editar na unha o /etc/fstab.

De fato, o “Discos” vai acrescentando / alterando e/ou retirando algumas linhas no final do arquivo /etc/fstab do Mint, a cada vez que você faz nova tentativa de sair do impasse.

Examinei o /etc/fstab do Kubuntu, — para comparar, — e ele continuava limpinho, enxuto, sem nada disso.

Portanto, o próprio “Discos” me agradava cada vez menos.

A solução adotada: “Comandos” em “Aplicativos de sessão”


Felizmente, como antepenúltimo recurso a examinar, ainda restava uma dica de comando a ser rodado no início de cada sessão, — e foi o que resolveu o problema, — sem alterar absolutamente nada no /etc/fstab do Linux Mint.

Comandos para montagem automática das partições, em “Aplicativos de sessão” (gnome-session-properties)

Alguns “parâmetros” acabaram se firmando, no decorrer das leituras:

a) Não usar ponto de montagem /mnt/UUID, nem /dev/UUID, nem /media/UUID, mas preferir /media/USER/UUID, por exemplo, — por ser o exibido, desde longa data, tanto pelo Dolphin quanto pelo Nemo; e ser, com certeza, o que todos os aplicativos sempre conseguiram encontrar, até hoje, sem problema algum.

b) Evitar qualquer solução de força bruta, que resulte em autorização geral, para o eventual visitante escrever ou apagar coisas onde não deve.

c) Evitar soluções envolvendo o arquivo /etc/fstab, — que o Kubuntu nunca precisou alterar, para montar automaticamente as partições “extra”.

Só não saberia explicar os motivos de tais preferências, até encontrá-los, todos reunidos, na Community Help Wiki, — de modo estruturado, lógico, e sem margem para dúvidas.

Primeiro, estabelece uma distinção bem clara entre montagem “por usuário” (geralmente em /media) versus montagem “sistêmica”, digamos assim (geralmente em /mnt).

Além disso, traz uma rápida abordagem de udisks (que substitui o gnome-mount), com o qual interagem o Nautilus (e o Nemo, Dolphin etc.), quando clicamos para montar uma partição; — em especial o comando udisksctl (ubuntu; história; people), que realiza a montagem de modo consistente com a estrutura de partições em /media/USER/UUID.

Inserindo comando de montagem automática de uma partição “extra” no início de cada sessão

A sugestão é inserir um comando em Menu → Preferências → Aplicativos de sessão (gnome-session-properties) → Adicionar → Comando personalizado que fará a montagem de sua partição “extra” no início de cada sessão:

udisksctl mount --block-device /dev/disk/by-uuid/<uuid>

Substitua “<uuid>” pela identificação UUID obtida lá atrás, cole o Comando no campo apropriado do diálogo menor; dê um Nome autoexplicativo ao “Comando personalizado”; acrescente um Comentário útil para lembrar do que se trata; e clique em “Adicionar”. Por fim, não esqueça de marcar “ON” para que ele seja executado ao iniciar cada sessão no Linux Mint (neste caso, ON é ON, e OFF é OFF, mesmo).

Feito isso, bastou reiniciar o computador para as três partições serem automaticamente montadas ao carregar o Linux Mint — sem qualquer alteração no /etc/fstab, que permanece limpo e enxuto, tal como o do Kubuntu.

Arquivos /etc/fstab do Kubuntu e do Linux Mint: sem alterações forçadas

Fonte da solução adotada:

em “Mounting Partitions Automatically” (ou “AutomaticallyMountPartitions”).

— … ≠ • ≠ … —

Linux Mint



Kubuntu & KDE


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Live LMDE-2 - Linux Mint Debian Edition MATE

Live LMDE-2 — Linux Mint Debian Edition (MATE)

O “teste de trabalho em Live USB” com o LMDE-2, — Linux Mint Debian Edition 201503 MATE, — começou às 9:48 do Domingo, 24 Jan. 2016, e terminou à noite, depois das 20:45.

Trabalho diário e atividades pessoais desempenhados normalmente no Firefox (sincronizado), no LibreOffice, e no Gimp (com ttf-mscorefonts instaladas pelo Synaptic).

Nemo + Nemo-media-columns (instalados pelo Synaptic) para exibição de dados Exif das fotos

Para conferir uma dica recebida no grupo LinuxBR, foi instalado Nemo + Nemo-media-columns (pelo Synaptic), de modo a exibir em colunas adicionais as dimensões das imagens e os dados Exif de fotografias (data e hora do disparo).

Verificado em retrospecto: — Abrir o Synaptic, encontrar Nemo e seu complemento, marcar, aplicar, download, instalação, configuração posterior, — demoraram exatamente 11 minutos, entre os Screenshots nº 52 (14:22) e 62 (14:33).

Se apenas abrisse um Terminal e colasse o comando sugerido (+ Nemo), — “sudo apt-get install nemo nemo-media-columns”, — teria sido bem mais rápido.

Lembrar de fazer o print nº 63 junto com a dica (acima) foi o mais demorado: 5 minutos.

Histórico


A preparação da sessão começou de véspera, — download da ISO por Torrent, gravação do Pendrive pelo USB Creator, — com um teste curto, de 30 minutos.

Houve, ainda, uma terceira sessão Live, também curta (60 minutos), nas primeiras horas do dia 28 Jan. 2016, — sem configurar nada, — apenas para mais algumas capturas de tela.

Falha no carregamento do Live USB Mint LDE-2 (Debian Edition) MATE

Boot → “vesamenu.c32”


Ao iniciar o computador com boot pelo Pendrive, o LMDE MATE não carregou a interface gráfica, — nem ontem, nem hoje. E nem amanhã.

Surge apenas uma mensagem, seguida do que parece ser um prompt:

vesamenu.c32: not a COM32R image
boot:

Depois de algum tempo, torna a repetir, — e disso não sai, até o fim dos tempos.

Cheguei a suspeitar que o computador tivesse adquirido alergia a Debian “puro” (ou “quase puro”), — erros no USB Creator, falhas de CDs / DVDs gravados pelo K3b, mensagens de “vesamenu.c32” etc., — mas, para cada dificuldade encontra-se uma solução simples.

Uma rápida pesquisa por “vesamenu.c32: not a COM32R image” encontra inúmeros tópicos acusando essa mesma mensagem, desde 2010 (fóruns do Fedora, Ubuntu etc.). Tinha sido aberta uma notificação de bug para o usb-creator, em Set. 2010, com longa troca de mensagens até Jul. 2015 — e que fica para ler com calma, em outra oportunidade.

Solução imediata para carregar o Live USB Mint LMDE-2 (Debian Edition) MATE

Em algum tópico,  alguém resumiu a saída prática: — Teclar “Tab” (ao prompt de “Boot”), para exibir as “Opções”.

Naquele tópico, a primeira opção citada era “linux0” (ou algo assim), e tinha dado certo naquele caso.

Aqui, as opções exibidas foram: “live xforcevesa check local” — sem vírgula a separá-las. — Se não soubesse que essas 4 palavras eram “Opções”, jamais adivinharia.

Teclei “live”, e tudo se resolveu, — não me pergunte como, nem por quê. — Os bits & bytes se entenderam lá entre eles, digamos assim.

“Termina bem, o que bem termina”, — já diziam os gregos, na antiguidade.

Sempre se aprende alguma coisa nova: arrastar o print para uma pasta

Configurações


Ativar NumLock, — para não ficar zanzando End / Home / PageUp / PageDown, enquanto olha para outro lado e pensa estar digitando alguma coisa.

A tecla PrtScn chama o KSnapshot, — menus desaparecem antes, — você clica “Salvar”, abre-se o diálogo, você escolher a Pasta e o Nome do arquivo.

Para não perder tempo, você pode aceitar o nome sugerido e deixá-lo numerar automaticamente. — tipo “Screenshot-001”, “Screenshot-002”, “Screenshot-003” etc.. — Basta clicar “Ok”. Não houve qualquer dificuldade em gravar os prints diretamente na partição FAT, uma vez que os nomes não incluem “:” (dois-pontos).


Configurações do LMDE-2 MATE: Menu → System → Control Center

O Centro de Controle (“Control Center”) reúne e organiza de modo bastante claro um grande número de utilidades que, em outros ambientes gráficos se dispersam entre várias seções, — como “Configurações do sistema”, “Administração do sistema”, — ou se espalham por diversos aplicativos.

Seleção do Fuso horário por mouse, no mapa mundi

A escolha do Fuso horário é bastante facilitada pelo uso do mouse num mapa mundi, embora sempre se possa optar por aquela lista interminável de cidades.

Se você mora no Sul ou no Sudeste, não perca tempo procurando sua cidade, — clique direto em São Paulo.

Localização exata da cidade, nas Preferências do Relógio

Nas Preferências do Relógio (Clock preferences), sim, você pode procurar sua cidade, com êxito, — aparecem até as coordenadas geográficas, — e isso resulta em alguns serviços a mais.

Preferências do Relógio incluem Clima, Temperatura e outras informações

Com a informação exata de sua cidade, o Relógio poderá exibir a Temperatura e outras informações do Clima.

Keyboard preferences → Add (by Country, by Language) → PT-BR → Options → Move up → Tecla de acesso ao 3º nível

Edição do Menu, no Centro de Controle do LMDE-2 - Linus Mint Debian Edition MATE

Edição do Menu do LMDE-2 - Linus Mint Debian Edition MATE.

Preferências de gerenciamento de arquivos no Centro de Controle do LMDE - Linux Mint Devian Edition

Control center → Personal → File management → Display → Date format

Aprendizado por contraste


Várias circunstâncias contribuíram para o LMDE MATE não despertar entusiasmo: — Não é Debian, — nem chega a ser, propriamente, o Mint.

Ao contrário do Linux Mint, — Cinnamon, MATE, KDE, Xfce, — o LMDE-2 “Betsy” LTS não se baseia no Ubuntu, mas (como diz o nome) diretamente no Debian 8 “Jessie”.

O principal interesse era “ver” o quanto poderia trazer de novidade em relação ao Debian, e aproveitar para “ver” um pouco mais do MATE, — que havia testado apenas uma vez, há muito tempo.

A experiência mostrou pouco interesse, — de um ponto de vista pessoal, — apesar de várias “novidades” (ou “diferenças”) interessantes do MATE, para quem anda há muito tempo mergulhado só no KDE (com algumas incursões no Cinnamon).

De certo modo, esses “testes de trabalho em Live USB” tendem a ser uma “revisão” das dúvidas e dilemas enfrentados vários anos atrás, — para escolher 1 ou 2 alternativas após a descontinuação do Kurumin, — agora de modo mais sistemático, mais bem documentado, e com um pouco mais de conhecimento de causa.

Portanto, não é de estranhar que acabem por confirmar aquela antiga opção pessoal pelo KDE, — e pelo Kubuntu, em especial, — bem como a antiga simpatia pelo Linux Mint Cinnamon.

Porém, o contato renovado com as diferentes opções, — e sua evolução desde aquela época, — tem servido para aprender muito sobre o KDE e o Kubuntu.

Provavelmente, nunca aprendi tanto sobre o KDE / Kubuntu, em tão pouco tempo, quanto nesses últimos 4 meses, — fazendo “testes de trabalho em Live USB” com outras “distros” e outros “ambientes gráficos”.

E também sobre a importância de toda essa multiplicidade.

Afinal, o perfil de “ignorante aperfeiçoado”, — com interesse “individualista” e “imediatista” em “produtividade, configurabilidade e possibilidades”, — é apenas 1 entre milhares de perfis, os mais variados, com diferenças gritantes de um para outro.

É preciso não esquecer que esta “melhor solução”, — de um ponto de vista estritamente “pessoal”, perdido numa multidão de gostos e necessidades, — provém exatamente da liberdade de desenvolvimento na mais ampla diversidade de rumos.

O que é bom para um, pode não ser bom para outros, — mas essa imensidade de opções é ótima para todos.

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Este relato foi iniciado em 8 Fev. 2016 (guardado em rascunho); retomado em 20 Abr. 2016 e publicado às 20:53 do dia 21.
• Foram usados prints e fotos das 3 sessões, indiscriminadamente.

— … ≠ • ≠ … —

Debian



Linux Mint Cinnamon



Testes de trabalho em “Live USB”