quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Trabalhando em “Live USB” Debian 8.3.0 KDE amd64

“Live USB” Debian 8.3.0 KDE amd64 pronto para o trabalho

O “teste de trabalho” consiste em carregar um sistema Linux a partir do Pen Drive, configurá-lo para ficar adequado às suas rotinas normais de trabalho, e relatar passo-a-passo a experiência, — sem afetar as demais tarefas de um dia comum.

Trata-se, portanto, de uma sessão “Live USB”, — você carrega um Linux qualquer, a partir do Pen Drive, sem afetar em nada o sistema que tem no computador. — Ao final do dia, encerra a sessão (sai do sistema “Live USB”), desliga, retira o Pen Drive, liga de novo, e volta ao sistema que estava instalado antes.

Esses testes são possíveis porque, em geral,  as distribuições “Live”, — imagens ISO para gerar “Live CD / DVD / USB”, capazes de dar boot e carregar um sistema completo, com interface gráfica, — trazem junto os aplicativos com que trabalho no dia-a-dia, tais como: LibreOffice (texto e planilha), Gimp (edição de imagens), Navegador, FTP, Gerenciador de arquivos, Scanner, Captura de tela, visualizadores de imagens e de PDF etc. — Em suma, quase tudo de que preciso para manter o ritmo normal de trabalho por um dia inteiro.

Em geral, também é possível instalar o novo sistema, — caso lhe agrade, — sem interromper o trabalho normal. Não é preciso “fechar” nada, durante a instalação do novo sistema. Ao final, você é avisado de que a instalação foi concluída com sucesso, — mas pode continuar trabalhando no sistema “Live”. — Apenas ao reiniciar o computador (e ser avisado para retirar o CD, DVD, Pen Drive), carregará o sistema recém instalado no HD.

Foi o que fiz no 1º teste da série, — após trabalhar 4 dias em “Live USB” Linux Mint, — mas, no caso do Debian (2º teste da série), não tinha intenção de instalar. Era apenas o início de um estudo para, no futuro, substituir o velho Windows (XP, ainda!) por +2 sistemas Linux. Mas isso, já é uma outra estória.

O “teste de trabalho” em “Live USBDebian durou pouco menos de 15 horas, das 14:15 de 28 Janeiro às 4:59 de 29 Janeiro 2016.

Nesse período, a sessão teve de ser reiniciada 2 vezes, por falha humana (burrice). Portanto, 1 “dia” de 3 sessões “Live USBDebian 8.3.0.

Este relato foi publicado, inicialmente, às 21:37 (UTC -02:00) do dia 28, de acordo com o Blogspot; e revisado / ampliado até 4:59 do dia 29, de acordo com as anotações no caderno (hora de Brasília, no celular). Tinha, então, apenas 2 imagens, tratadas no Gimp “Live USB”, e um texto bastante resumido.

Outras anotações, ficaram guardadas em texto LibreOffice, editado diretamente na partição de Documentos do HD — lembre que uma sessão “Live USB” é apenas virtual: ao desligar, vai tudo para o espaço! — Também ficaram guardados no HD 80 prints de tela (10 já deletados), e algumas fotos de celular; porém os prints apresentam “hora” maluca, pois na maior parte do tempo o “Live USBDebian não sincronizou o horário oficial do Brasil.

Desde então, este relato vem sendo consideravelmente ampliado, — com base nesses registros, — em especial no Domingo, 31 Jan. 2016, mas também depois.

Além da sessão “Live”, propriamente dita, os relatos incluem também anotações do download da imagem ISO, da geração do “Live USB” e, — quando necessário, — fotos do boot (inclusive Configuração da Bios).

Konqueror padrão do Live Debian: saraivada de alertas (e haja clique, para fechá-los)

Konqueror X Iceweasel


Esse “teste de trabalho” com o Debian parecia condenado a ser bastante modesto, — anotar a configuração mínima de trabalho, redigir um relato no LibreOffice Writer, editar algumas imagens no Gimp e publicar no blog, — pois o Konqueror (que vem como navegador padrão) é enjeitado pelo Gmail; emite uma saraivada de alertas para diversos sites Google; e desaba de vez diante do Facebook.

Tudo isso já estava tornando dificultoso e demorado o desempenho de várias tarefas, e não recomendava continuar indefinidamente a (tentar) trabalhar no “Live USB” Debian 8.3.0 KDE.

Iceweasel do Live Debian: bastou configurar a exibição da Barra de Favoritos (embaixo, à esquerda)

Demorei a lembrar do “Iceweasel”, — que vem incluído, embora não seja chamado por padrão. — Abriu Gmail sem rejeição, trabalhou no Blogspot sem emitir nenhum alerta, enfrentou galhardamente o Facebook, e rodou os vídeos sem perder a pose.

Decidi experimentar a “sincronização”, um tanto descrente. Preenchi ID e senha do Mozilla Sync, — e num minuto o Iceweasel se transformou no Firefox de todos os dias, com todos os Bookmarks, botões, plugins, complementos e demais configurações com que estou acostumado a trabalhar.

Só precisei ativar a exibição da Barra de Favoritos, em Menu do Iceweasel → CustomizeShow / hide toolbarsBookmarks toolbar (marcar).

Iceweasel sincronizado: o Firefox personalizado de todos os dias, com os Favoritos, complementos etc.

Assim, ficou plenamente possível trabalhar no “Live USB” por horas a fio, sem que as demais tarefas acabassem prejudicadas.

Histórico do download


23 Jan. - Download do debian-live-8.2.0-amd64-kde-desktop.iso (datado de 8 Set. 2015 no diretório “current-live” do debian.org). Não consegui gerar o “Live USB” pelo usb-creator, que acusou erro: «Invalid version string 'GNU/Linux'».

28 Jan. - Download do debian-live-8.3.0-amd64-kde-desktop.iso (datado de 24 Jan. 2016 no diretório “current-live” do debian.org). “Live USB” gerado, com sucesso, por comando “dd”.

Coincidiu, portanto, de acabar usando uma ISO, por assim dizer, “saída do forno”, apenas 4 dias antes.

Ao carregar o Debian KDE pela primeira vez, no início da tarde (28 Jan.), ele notificou a existência de 4 updates: iceweasel, libcurl3-gnutls, openjdk-7-jre, e openjdk-7-jre-headless.
Ao carregar novamente o mesmo Debian KDE, à 0:20 (29 Jan.), as atualizações em relação à ISO utilizada já somavam 7, — incluindo agora libmysqlclient18, mysql-common, e mysql-server-core-5.5.

Erro não previsto pelo usb-creator: «Invalid version string 'GNU/Linux'»

usb-creator X dd


O mistério do «Invalid version string 'GNU/Linux'» foi registrado desde o Bug #722019 reported by Phillip Griego on 2011-02-20 (pelo menos); e o comentário mais recente nesse tópico tem pouco mais de 1 mês (18 Dez. 2015), ainda acusando o problema.

Importante frisar: — Esse problema só aconteceu ao tentar gravar o Debian 8.2.0 Standard e o Debian 8.2.0 KDE (23 Janeiro). Refiz os downloads, tentei várias vezes, e nada. No caso do Standard (416 MB), também gerei um “Live CD”, usando o K3b, aparentemente com sucesso, — mas ele não carregou a interface gráfica.

Para conferir, logo em seguida tratei de baixar e gravar (com o usb-creator) um novo Kubuntu 14.04.3; e um LMDE-2 (Linux Mint Debian Edition-2) 201503 MATE, — ambos testados com sucesso (boot e sessões “Live USB”).

Se existe alguma solução para esse mistério do usb-creator, nas dezenas de tópicos pedindo socorro, confesso que não consegui perceber.

Uso do comando “dd” para criar o “Live USB” do Debian

O que percebi, em dois ou três tópicos aqui e ali, é que o comando “dd” ajudou outros leigos a saírem do atoleiro:

dd if=/path/to/iso/file of=/dev/sd? bs=8M

Substituindo as partes sublinhadas conforme a “realidade local” do meu sistema, arrisquei essa fórmula mágica, — precedida do “su” + senha de Administrador (root):

dd if=/home/flavio/Linux/debian-live-8.3.0-amd64-kde-desktop.iso of=/dev/sdc bs=8M

Ele não exibiu nenhuma indicação de avanço, — foi preciso ver a luz piscando no Pen Drive, para entender que a coisa estava andando, — e terminou em menos de 2 minutos. Só então apresentou os resultados.

Boot do Live Debian 8.3 KDE: “vesamenu.c32: not a COM32R image

Reiniciando o computador, — com a BIOS configurada para dar boot pelo Pen Drive, — o carregamento estacionou numa “tela preta”, com uma mensagem de arrepiar os cabelos:

vesamenu.c32: not a COM32R imageboot:

E daí não sai mais, — apenas repete, de tantos em tantos segundos:

vesamenu.c32: not a COM32R imageboot:

Esse mistério já tinha se apresentado 5 dias antes (23 Jan. 2016), na primeira tentativa de carregar o Live LMDE-2, — Linux Mint Debian Edition (MATE), — e uma rápida pesquisa na web esclareceu que a saída do loop está em teclar “Tab” (Tabulação), para que sejam exibidas as opções.

Neste caso, as opções apresentadas ao “Tab” foram: — “live, xforcevesa, check, local” (sem vírgulas), — e bastou digitar a primeira (“live”) para prosseguir com o carregamento do sistema.

Menu do boot do Debian KDE: rodar sessão Live, instalar ou opções avançadas (hardware, memória)

Solucionado o problema, o sistema carregou um menu inicial, com 5 opções: Live, Live (failsafe), Install, Graphical install, e Advanced options (Hardware detection tool, e Memory diagnostic tool).

Configuracoes basicas


1) NumLock → ativar, para nomear o primeiro PrintScreen: “001.png”. Nao, no “Live” Debian a gravacao nao eh automática. Abre-se um dialogo, que vai exigir pelo menos 2 cliques. Usando “001” em alguma parte do nome, pelo menos nao tera de nomear os proximos: ele vai incrementando a numeracao.

Configurando o Dolphin para exibir “Detalhes” em todas as pastas: — o correto é “All folders

2) Configurar o Dolphin (em “Control”, na barra de ferramentas dele), para exibir pastas e arquivos em “Lista detalhada”; e marcar a opcao de aplicar essa configuracao a todas as pastas que forem abertas dai por diante (ate o final da sessao “Live”).

Erro no print: — O correto eh marcar “All folders”, pois tambem foram usadas outras particoes.

Ajustes do Relógio: exibição da Data (e formato), fonte de letra, Calendário, Fuso horário

3) Relogio - Clique com o botao direito sobre o Relogio, para “Configurar Relogio Digital”. Nao confundir com “Ajuste de data e hora” (aparecem juntos). O acrescimo da data em “formato longo” faz destacar as horas. (Formatos adicionais de data na “chave inglesa”). Numeros em “bold”, com sombreado, prejudicam a leitura, e voltei atras nessa opcao. Escolha “Calendario” do Brasil (faz diferenca, sim) e “Local”. O Fuso horario, ate vai, mas demorou algumas horas para “sincronizar” com um servidor.

Os PrintScreen desse “dia” (14:15 de 28 Janeiro às 4:59 de 29 Janeiro) ficaram com “data e hora” totalmente malucos.

Atualizações. Aproveitando o Apper para instalar fonte Veranda (Verdana)

4) Atualizacoes sugeridas na Notificacao (chama o Apper). — Aproveitando para instalar fonte Veranda, que substitui Verdana. Escolha “Find by description”, ou nao vai encontrar quase nada. Ao habilitar repositorios “non-free contrib”, podera instalar ttf-mscorefonts-installer, indispensavel para Google Earth.

5) Abrir as anotacoes do ultimo test-drive de Live USB e criar outro Roteiro para anotacoes do atual test-drive do Live Debian.

Configurações do sistema: apresentação compacta; cabe num quadrante da tela e o olhar abrange tudo de uma vez

6) System settings — lembrando que, no Debian, sempre eh necessario “Apply”, para fazer efeito.

Locale → System country → Brazil. Ainda em “Locale”, varias abas:

Language — So existe American English. Nao vejo como adicionar nenhuma outra. (Embora se chame “Linguagem”, na verdade reune formatos numericos, formato de data, dinheiro e outras peculiaridades de cada pais. Ate o final do dia, o Relogio / Calendario continuou em formato “americano”).

Marque “Configure layouts” para habilitar a adição do Teclado PT-BR

Teclado: Português, PT-BR, variant “Default”, e Preview para examinar a disposição das letras e símbolos

Escolha uma tecla de acesso ao “terceiro nível” do Teclado

Mova o Teclado PT-BR para o topo da lista

Keyboard → Layouts → Configure layouts → Add → Portuguese (language) / PT-BR (layout) / Default (variant) → move up → tecla de acesso ao 3º nível (Left-Win)

Algumas teclas muito úteis, no 3º nível. Veja também: configuração do Teclado no Kubuntu 14.04


Date and time → Time zone → São Paulo. — Aparentemente, “não pega”. Após alguns segundos, “Apply” reaparece. Também não consigo ativar “Set date and time automatically”. No boot anterior (segunda sessão “Live USB”), essa conexão acabou acontecendo, — espontaneamente, — após X horas. Nem estava mais preocupado com isso, já tinha até esquecido o assunto.

A sincronização do relógio foi notificada no Print nº 74, com horário das 20:30; mas só o print seguinte (nº 75) se constata o efeito: 19:49. Pelo horário anterior (UTC), já seriam 21:49 em Londres.

Falha humana


Ao todo, iniciei 3 sessões.

A primeira sessão “Live USB” foi abortada, de forma inglória, pouco após a configuração básica, quando o gênio aqui resolveu apertar CTRL-ALT-F1, — inofensivo no Mint 17.3, — e acabou perante a “tela preta”, sem o mínimo preparo para responder à questão mais básica do ENEM: “debian login”.

A segunda sessão “Live USB” teve de ser abortada cerca de 10 horas depois, de modo apenas um pouco menos humilhante, em punição ao pecado de excesso de confiança. Abusei. Criei nada menos do que 4 “áreas de trabalho” (ou “desktops virtuais”, ou “workspaces”), apliquei papel de parede, abri meia dúzia de aplicativos (Gimp, LibreOffice, Iceweasel, algumas cópias do visualizador de imagens aqui e ali) e, como se fosse pouco, meia dúzia de abas do Facebook para não ter de navegar em ziguezague. Resultado: depois de  algumas horas, as “camadas” do Facebook começaram a ficar pretas, os “workspaces” deixaram de responder, e até o Menu do sistema entrou em greve de visibilidade: abria transparente, sem nada para clicar.

Era mesmo de esperar,  — afinal, os 4 GB de memória deviam abrigar o sistema operacional (sem swap para ajudar) e as pastas de Documentos, Imagens etc., além de todos os programas, abas, janelas, 4 desktops virtuais, papel de parede etc. A CPU devia estar pegando fogo.

Ao voltar ao Kubuntu instalado no computador, a temperatura da CPU ainda estava um tanto acima do normal (core0: 55°C). Sim, está na hora de trocar o cooler (o substituto já está a postos, esperando só uma pausa no trabalho para poder desmontar tudo). A simples limpeza com jato de ar comprimido ajudou a desentupir a passagem de ar, mas não podia solucionar a lubrificação dos rolamentos.

Felizmente, todos os documentos estavam salvos; e após fechar as janelas e aplicativos de cada “área de trabalho”, o acesso ao “workspace” seguinte acabava sendo liberado. Só o Menu não voltou de jeito algum, e a brincadeira terminou em off pelo botão de energia, — que, felizmente, ainda não se sofisticou.

Tratando-se de uma sessão “Live USB”, — onde tudo é virtual e vai para o espaço ao encerrar, — a saída pelo botão off não causaria nenhuma sequela. Não havia o que sequelar.

Esta aqui, agora, já é a terceira sessão “Live USB” do test-drive do Debian 8, — sem wallpaper, sem 4 “desktops virtuais”, e sem aquela dúzia de abas de Facebook. Vejamos se chega até o final do relato.

Chegou ao fim do relato, sim: finalizado em mais 2 horas. Desde então, este relato foi complementado e (muito) ampliado em 31 Jan. 2016, Domingo, no Kubuntu 14.04 (instalado desde 2014), com os PrintScreen feitos no dia 28.

Observações [31 Janeiro]


Workspace behavior - Foi onde criei 4 “áreas de trabalho virtuais”. Não faria de novo, em outro teste de trabalho “Live USB”.

Digital camera - Encontrei Sony DSC-H2 (PTP mode) e Nokia Lumia WP8, porém não testei, por estar com os 4 slots USB ocupados. (Falta conectar +2 slots do painel frontal).

Software management - Oferece uma opção fácil de incluir repositórios “non-free contrib” (basta marcar esse campo). Propõe procurar os servidores (“espelhos”) mais rápidos, para agilizar o download e a instalação de softwares. Começa por testar a velocidade dos repositórios do Brasil, em seguida dos países próximos e, por fim, do mundo inteiro. Acabou por sugerir “sft.if.usp.br”.

Conclusões [31 Janeiro]


Como relato de um teste “Live USB”, foram mantidos os termos em inglês. Durante a instalação (que não fiz), você escolhe “Português do Brasil”, e ao reiniciar o sistema a partir do HD as traduções já estarão em vigor.

Normalmente, é só após a instalação que se costumam fazer tantas configurações.

Neste caso, porém, trata-se de “experiências de trabalho em Live USB”, como forma de testar ao máximo.

A rigor, — com o Linux Mint Cinnamon já testado, aprovado e instalado em definitivo, como Linux de “reserva”, — não havia motivo para continuar fazendo outros “testes de trabalho”, com duração de um “dia” inteiro, ou até mais.

Porém, dependendo dos resultados de mais algumas experiências com Wine (ou outra alternativa), é possível que dentro de mais algum tempo elimine o velho Windows (XP!), abrindo espaço para mais 2 sistemas Linux, — e um deles, com certeza, será o Debian (Só falta escolher o ambiente gráfico; que com certeza não será o KDE, já disponível no Kubuntu, nem o Cinnamon, já instalado no Linux Mint).

Dentro dessa perspectiva, qualquer comparação futura será bem mais efetiva, seguindo um padrão fixo de “teste de trabalho em Live USB”.

Enfim, nada disso foi “planejado”. Provavelmente continuaria fazendo (poucas) experiências de curta duração, — 4 ou 6 horas, ou até menos, — em “Live DVD” (por pura inércia do hábito). Foi só a chuva (e a falta de um DVD gravável em casa), que deu origem a essa brincadeira.

Depois de romper a inércia e experimentar uma sessão “Live USB”, ninguém volta ao DVD.

— … ≠ • ≠ … —

Debian



terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Teste de trabalho com “Live USB” (pendrive) Linux Mint 17.3 Cinnamon

Clique no Relógio, para exibir o Calendário; e depois em “Configurações de data e hora

Após testar várias “distribuições” do Linux em “Live CD” ou “Live DVD”, — boot e carregamento do sistema para experimentar, ainda sem instalar no computador, — acabei pegando a mania de anotar os passos elementares para deixar o sistema “usável”, para trabalhar nele um dia inteiro. Ou, 4 dias inteiros, nessa primeira experiência com “Live USB” (15 a 18 de Janeiro).

No primeiro dia, segui um roteiro padrão, de experiências recentes, e anotei as particularidades do Linux Mint 17.3.

Do segundo dia em diante, bastaram poucos minutos para deixar tudo pronto para retomar o trabalho.

1) Ativar NumLock


Parece que toda “distribuição” Linux em “Live CD / DVD” vem com NumLock desativado, — e eu não sei fazer nada desse jeito.

Você lê um número no caderno, pensa que está digitando, — e quando percebe, estava apenas pulando PageUp, PageDown, Home, End etc. Por isso, o roteiro básico começa pela ativação do NumLock.

Configuração de origem: Fuso horário de Londres, e sem a data no Relógio

2) Acertar o Fuso horário


É a segunda coisa mais urgente a ser feita, — principalmente, se você vai documentar a experiência com PrintScreen, — para que as imagens mostrem a hora correta no relógio da tela.

No caso do Linux Mint 17.3, o PrintScreen salva as imagens diretamente na pasta Imagens, com nomes-de-arquivo no formato “Captura-Ano-Mês-Dia-Hora-Minuto-Segundo”, — só que, pelo horário de Londres (GMT), até que você corrija isso.

Os primeiros prints, feitos até aí, ficaram fora de ordem. Depois você renomeia esses arquivos, — incluindo um “a-” no início, — e eles voltam à ordem correta.

Para começar, clique no Relógio, para exibir o Calendário (imagem no alto do post); e depois em “Configurações de data e hora”.

Ao escolher o Fuso horário de São Paulo e marcar a Exibição da data, o efeito no Relógio é imediato

Uma característica do Linux Mint, é que ao efetuar qualquer mudança nas Configurações, — escolher o Fuso horário de São Paulo, ou ativar a Exibição da data no Relógio, por exemplo, — o efeito é imediato. Você procura um botão de “Aplicar”, ou de “Ok”, ou de “Fechar”, e não encontra. Isso não existe.

Resista, por um momento, à tentação de fechar o diálogo clicando no “x” à direita da barra superior.

Embora tendo “entrado pelo Relógio”, você está nas “Configurações do sistema” (Centro de Controle), — e há várias coisas a fazer por aí. — Do lado esquerdo da barra superior existe uma seta de “retorno” ao conjunto de Configurações, que a essa altura ainda se chama “Back to all settings”.

(Caso tenha fechado as “Configurações do sistema”, é o terceiro item na coluna à esquerda do Menu).

As “Configurações do sistema” estão no terceiro ícone do Menu

3) Linguagem e Região


De volta a “System settings” (Configurações do sistema), entre em “Languages” para escolher o Português e outras configurações locais do Brasil.

Add / Remove Languages para adicionar Português do Brasil

Embora o diálogo afirme existirem 21 línguas instaladas, não se iluda. Todas 21 são “Inglês”, — na verdade, configurações de Moeda etc. de 21 países.

Entre em “Add / Remove Languages” para adicionar o Português do Brasil, — com direito à nossa Moeda (R$) e outras características locais.

Clique em Add para adicionar Português do Brasil

Constatando que só existe Inglês, clique em Add para procurar o Português do Brasil.

Português, Brasil: UTF-8 (ou ISO-8859-1)

Comece a digitar “Port”, e será levado até o conjunto de opções. Costumo preferir UTF-8.

Clique em “Install”, e não dê bola para a mensagem de que o pacote de linguagens ficou incompleto etc. Uma sessão “Live Linux” é volátil, e não compensa investir numa configuração mais trabalhosa. Basta o suficiente para trabalhar algumas horas, ou até o final do dia.

Instalado PT-BR, aplicar em Linguagem”, em Região”, e em todo o sistema (System-Wide”)

Instalado PT-BR, aplique-o em “Linguagem”, em “Região”, e clique em “System-Wide” (para aplicar a todo o sistema).

Uma vez que se trata de um pacote “incompleto” de linguagem, não fará efeito no Relógio, por exemplo, que continuará em inglês.

Como se trata de um sub-diálogo, feche-o pelo "x" do alto à direita, pois as “Configurações do sistema” estão logo atrás.

4) Teclado em Português


De volta às Configurações, desça até a seção “Hardware” e clique em Keyboard, para configurar o Teclado.

Adicionando Teclado “Português (Brasil)”. Clique em “Preview” para examinar o Teclado

Tecle no botão “+” para abrir a lista de teclados em todas as línguas.

Há muitos anos, — em todas as distribuições Linux que já experimentei, — sempre escolho “Português (Brasil)”, que é o ABNT2, sucessor das velhíssimas máquinas de datilografia.

Disposição das teclas no layout “Português (Brasil)”, ou ABNT2

Velhos hábitos de datilografia tornam precioso, encontrar as teclas “onde sempre estiveram”.

Mas a informática permitiu hábitos ainda mais interessantes, como escrever «½, ¼, §, £, m³, km², x¹» etc.

Use as setas para colocar o Teclado PT-BR no topo

Selecione Português (Brasil) e use o botão de “” (seta para cima), para colocar este layout de Teclado no topo.

Ou, exclua English (US). Para isso, basta selecionar “English (US)” e clicar em “-”. Há muito tempo, simplesmente eliminei o teclado americano das minhas configurações. Nunca fez falta.

Clique em “Options” para definir a tecla de acesso ao 3º Nível

Para encerrar, clique em “Options” e defina a tecla de acesso ao Terceiro Nível.

Atualmente, utilizo a tecla Windows à Esquerda de Espaço (Left Win). Desse modo, “LW-4” escreve “£”; LW-Shift-4 escreve “¼”, e todos foram felizes para sempre.

5) Configuração do gerenciador de arquivos Nemo


Há muitos anos me viciei em lidar com a exibição das pastas e arquivos em “lista detalhada”, — Nome, Data de criação / edição, Tamanho e Tipo, — com direito a clicar em qualquer dessas colunas para reordená-los (sem que isso afete a ordenação aplicada em cada uma das outras pastas).

Qualquer outra configuração que venha com o “gerenciador de arquivos” me faz perder um tempo enorme, ao longo do dia.

Configuração do gerenciador de arquivos Nemo: exibição em Lista (detalhada)

Configuração do gerenciador de arquivos Nemo: formato de data

O formato original de data dos arquivos inclui algo como “Terça etc. BRST”, trambolho inútil para se lidar com zilhões de arquivos criados / modificados há séculos, e dos quais raramente interessa saber em qual dia da semana isso aconteceu; ou ver zilhões de vezes a indicação de horário BRST.

O que interessa é o Ano, Mês, Dia, Hora, Minutos. Se pudesse, ainda eliminava os segundos, para poupar espaço na tela e não embolar demais a leitura.

Seleção de botões da Barra de Ferramentas do Nemo

Enfim, você pode eliminar da Barra de Ferramentas uma série de botões que nunca usa, e exibir outros que vêm desmarcados, mas que lhe serão muito úteis no trabalho diário.

6) Formato de Data e Hora no Relógio


Ver na barra inferior o Dia da Semana, Data completa e Hora simplificada me poupa de procurar dezenas de vezes onde anda o relógio de pulso (jamais no pulso, claro!), ou procurar onde anda o celular e ativar a tela.

Clicando no Relógio com o botão direito, vamos à opção “Configurar”.

Marcar a opção “Usar um formato personalizado de data”, e clicar em “Mostrar sintaxe de formatos”

Ao marcar a opção de “Usar um formato personalizado”, ativa-se um campo para inserir livremente os códigos de qualquer espécie de formato de Data e Hora que se possa imaginar.

Clicando em “Mostrar informações sobre a sintaxe de formatos de data”, abre-se o Firefox em uma página que retorna o código necessário para exibir qualquer alternativa escolhida.

Marque um dos formatos oferecidos no site, e veja a sintaxe do código a ser utilizado

Você pode copiar partes de diversos códigos e misturá-los, até compor o formato exato de Data e Hora que preferir.

Me contentei em marcar um formato e copiar a parte que interessava, dispensando os segundos e o complemento “-0300” referente à diferença desde Londres (GMT).


Ao colar o código no campo de personalização, o novo formato se aplica de imediato ao Relógio do Linux Mint
Para variar, basta colar o código no campo de personalização, para que imediatamente o Relógio passe a exibir Data e Hora no formato escolhido.

  • Cuidado para não apagar o formato original, e interromper a tarefa para atender o telefone ou tomar um café. O Relógio simplesmente desaparece, e depois você terá um trabalho extra para reencontrá-lo, — o que pode ser chato, quando se testa uma “distribuição” Linux com a qual não estejamos familiarizados.

7) Sincronização do Mozilla Firefox


Aproveitando que o Firefox já está aberto, clique no último botão da Barra de Ferramentas e logue-se, para fazer a sincronização.

Dentro de poucos poucos minutos, você terá todos os seus Bookmarks, plugins, complementos, senhas etc., e sem mais perda de tempo estará pronto para trabalhar, — com toda produtividade, — pelo resto do dia.

É mais rápido fazer, do que explicar


Esse “roteiro” não é novidade. Começou ainda nos tempos em que só tinha Windows, e volta e meia precisava “zerar”, formatar HD e reinstalar. Daí, o hábito de anotar os passos necessários após cada instalação, para “deixar tudo como antes”. Certo, a gente lembra. Mas, com anotações de roteiro, vai mil vezes mais rápido.

Ao começar no Linux (Kurumin 4.2 RC5), — inteira novidade para mim, implicando em grande investimento de tempo, — anotar tudo tornou-se fundamental, para seguir em frente.

O roteiro dessa configuração do “Live Mint” caberia em 1 página

O roteiro atual começou guiado pelos mais recentes (Mint, Kubuntu), alterando o necessário. No segundo dia, a configuração básica levou poucos minutos, acrescentando alguns detalhes (em texto LibreOffice).

Ao final do 4º dia, tinha apenas 1½ página, 450 palavras, — incluindo muitas anotações paralelas, sem relação direta.

Com os programas básicos já incluídos no “Live USB” Linux Mint 17.3 Cinnamon, — LibreOffice, Firefox, Gimp etc., — e poucos minutos para deixar “tudo como antes”, o trabalho prosseguiu normalmente.

Importante: - Trabalhe sempre com arquivos nos HDs, — ou copiando-os sempre para os HDs, — e não nas pastas “Documentos”, “Downloads”, “Imagens” etc.

Lembre que, quando se roda um sistema “Live” (CD, DVD, USB), tudo que você salva ou configura é, — literalmente, — volátil. Desligou, vai tudo para o espaço.

Fui feliz, e não houve queda nem pico de energia nesses 4 dias.

O que mais poderia ter feito


Instalar ttf-mscorefonts (Verdana), — essenciais para os trabalhos e edição que faço quase todos os dias, em especial no Gimp.

— … • … —

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Boot com “Live USB” (pendrive) Linux Mint 17.3 Cinnamon

Fazendo o Pen Drive “voltar ao normal”, após usá-lo como “Live USB” (bootável) do Linux Mint

Baixei a imagem ISO do “Live DVD” Linux Mint 17.3 Cinnamon (1,5 GB) e, — pela Lei de Murphy, — descobri que não tinha DVD virgem em casa (sobram CDs!).

Olhando a chuva, lembrei de um Pendrive 2 GB. — Boa oportunidade para aprender como se cria um “Live USB”, testar o Linux Mint sem me molhar, e ainda reaprender como se faz um Pendrive “voltar ao normal” (não lembrava mais).

Foi uma ótima experiência. — O “Live USB” roda veloz e macio, em comparação com a lata-velha que é rodar um sistema a partir de CD ou DVD.

Ao invés de experimentar o sistema durante 2 ~ 8 horas, — como já fiz dezenas de vezes, — acabei usando o “Live USB” do Linux Mint para trabalhar 4 dias seguidos.

Nesses 4 dias de trabalho em Live USB, aproveitei para fazer um levantamento das anotações de todos os sistemas instalados nos últimos 8 anos, — configurações, dificuldades, burradas, soluções, — antes de decidir se iria instalar (ou não) o Linux Mint, como sistema “alternativo”.

Meu sistema “principal” é Kubuntu 14.04 amd64, — pelo menos até o lançamento do 16.04 LTS*, em Abril, que terá suporte até 2021 2019.

O LTS* correspondente, — Linux Mint 18, codinome “Sarah”, baseado no Ubuntu 16.04, — está previsto para Maio ou Junho, também com suporte até 2021 2019.

  • LTS = “Long Term Service” — Suporte de longo prazo (3 ou 5 anos), — em contraste com as distribuições “intermediárias” (semestrais) da família Ubuntu, que têm suporte por 18 meses. — Você obtém uma boa visão do significado prático e das implicações, neste artigo de Novembro 2015: — “Quem deveria migrar para Ubuntu 16.04 LTS?”.

Opções do Linux Mint 17.3 para download

Baixando a ISO


O Linux Mint 17.3 (“Rosa”), — Cinnamon, Mate, KDE, Xfce, — foi lançado de 4 Dez. 2015 a 9 Jan. 2016, e só por coincidência baixei a ISO já no último dia 15.

Não é que viva esperando novidades.

Pelo contrário, buscava “velhidades”, — a melhor opção entre os 2 sistemas que já venho testando há alguns anos, como “sistema alternativo”, — Debian e Linux Mint, em rodízio, — ao lado do Kubuntu (sistemaprincipal”).

Opções de download específicas do Cinnamon 64-bit com “codecs”

Usei o Debian 5.01 KDE como sistema “alternativo” por 2 anos (2009-2011); e o Debian 6.0.4 por 1 ano inteiro (2012-2014), — até concluir que não era uma alternativa cômoda, nem segura (no meu caso particular), na eventualidade de falha do sistema “principal” (Kubuntu).

Também usei o Linux Mint 2011.04 Xfce como sistema “alternativo” por 11 meses (2011-2012); depois o Mint 16 Cinnamon por 5 meses (2014); e o Mint 17.2 Cinnamon por 6 meses (2014-2015).

O Cinnamon foi o que deixou boa lembrança, — e só foi substituído, por precisar daquele espaço para instalar um segundo Kubuntu, — i386, para comparação com o Kubuntu amd64, — nos últimos 10 meses.

Terminada a comparação, não vi motivo para manter 2 sistemas Kubuntu, — nem para voltar ao Debian.

Então, vi que já existia Linux Mint 17.3.

Salvando o “gatilho” do Torrent

Escolhidas as opções, — Cinnamon com suporte multimídia (“codecs”), 64-bit, — cheguei à página de download mais específica, cliquei em “Torrent” e salvei o arquivo-gatilho “linuxmint-17.3-cinnamon-64bit.iso.torrent” na pasta onde guardo as imagens ISO.

Depois, foi só clicar no arquivo-gatilho, e iniciar o download.

Clicando no “gatilho”, abre-se o programa de Torrent, e basta iniciar o download

Com a antiga conexão de “1 Megas” (128 KBps), levaria algumas horas, deixando a navegação lenta. — O ideal era fazer algum trabalho off-line, ou ir dormir.

Agora, com conexão de “10 Mega” (1 MBps), continuei navegando normalmente e, quando dei fé, já tinha terminado. — Levou 23 minutos.

Utilizando o “usb-creator” para gerar o “Live USB” (Pen Drive “bootável”) do Linux Mint

Gravando o Pendrive de boot “Live USB”


Uma busca rápida por “Linux Boot Pendrive” indicou que a maneira mais simples de gerar a mídia (Pendrive) para o boot é usar o usb-creator, — e descobri que ele já estava instalado no Kubuntu (tudo indica que veio na instalação do sistema).

No Linux Mint, você abre o Menu do Cinnamon, digita “USB”, e ele oferece, — entre outras coisas, — o “Criador de discos de inicialização

No Kubuntu, o usb-creator pede a senha de Administrador (Super-Usuário) logo ao abrir.

No Linux Mint, o “Criador de discos de incialização” pede a senha mais adiante.

“Criador de discos de inicialização” do Linux Mint 17.3 Cinnamon

No campo superior, basta clicar em “Outro”, para escolher a imagem ISO a ser gravada no Pendrive.

Com o Pendrive no slot USB, para ser detectado, basta selecioná-lo, respirar fundo e clicar em “Apagar disco”.

Por fim, clique em “Criar disco de inicialização”.

Durante a gravação do Pendrive, há uma barra indicativa do avanço do processo.

A primeira tentativa deu algum erro, que não sei qual foi.

Mandei fazer de novo, e fui premiado com alguma mensagem, tipo, “Foi gravado com sucesso”.

Usando comando “dd” para gravar a ISO de uma “distro” Linux → USB (Pendrive) “bootável”

••• Alternativas → Gerar o Pendrive de boot por “dd” ou “cp”


Ao gravar ISO de outras “distros” em Pendrive, — em especial, o Debian 8.3 e 8.4, —  acabei me deparando com vários casos em que o USB Creator não resolve.

Nestes casos, a melhor solução tem sido o comando “dd”:

dd if=/path/file of=/dev/sd? bs=8M

Cole o comando “dd if=/path/file of=/dev/sd? bs=8M” num bloco de texto e substitua o que for necessário

A melhor maneira de descobrir e copiar o “path”, sem erro, é abrir a pasta onde está a imagem ISO, — no Nemo, Dolphin etc., — e usar “Ctrl-L”.

Depois, basta selecionar o próprio arquivo ISO → teclar “F2” (Renomear) → “Crtl-A” (selecionar o nome inteiro) → “Ctrl-C” (Copiar).

Num editor de texto simples, você cola esse caminho em lugar da palavra “path”, — e em seguida o nome do arquivo em lugar da palavra “file”.

O destino “sd?” deve ser completado conforme o seu caso. — No meu caso, o Pendrive é identificado como “sdc”.

Quanto ao parâmetro final “bs=8M”, sei apenas que funciona, — mas também funciona “4M”, ou “1M” (já testei). — É um tema que comporta longos estudos, mas tenho dúvidas se vale a pena fazer pós-graduação nesse detalhe.

Cole o comando “dd” no Terminal, precedido de “Sudo”, — ou entre antes em “Su”, — e dê a senha

Acrescente antes o “sudo”, copie o comando e cole no Terminal. — Tecle “Enter”, forneça a senha de Administrador (super-usuário).

Durante a gravação do Pendrive pelo comando “dd”, não é dado nenhuma indicação do andamento do processo! — No meu caso, apenas o LED do Pendrive piscava, a mostrar que algo estava acontecendo. — Ao final, os resultados são exibidos de uma só vez, no Terminal.

Gerando Pendrive de boot e instalação do Debian com o comando “cp”

Enfim, também já houve casos em que nem o comando “dd” foi capaz de gravar uma imagem ISO em um Pendrive para boot.

Foi o caso do Debian Stretch (testing), — só consegui gravar pelo comando “cp”, — que até então nem conhecia.


Configurando o Boot na BIOS


Configurando a BIOS do computador para que procure o Boot, primeiro, no Pen Drive

Ainda na fase exploratória, — antes de arriscar o Pendrive na aventura maluca, — procurei me certificar de que saberia como dar Boot através dele.

Meu computador é “meio” antigo, — em Maio completará 7 anos, — e os passos indicados abaixo podem não ser aplicáveis a computadores mais novos.

Iniciar (ou reiniciar) o computador, apertando DEL para entrar na Configuração da BIOS (Bios Setup).

Uma vez dentro do BIOS Setup, seta direita, → até a aba da seção “Boot”.

Entre em “Boot Device Priority”, para estabelecer a sequência correta dos dispositivos onde o computador irá procurar o Boot.

Geralmente, a Unidade CD-ROM deve estar em 1º lugar, e o HD principal em seguida. — Desse modo, sempre que houver um CD ou DVD “bootável” na bandeja, o Boot será feito por ele; — caso contrário, será feito normalmente pelo HD.

Eu precisaria colocar o Pen Drive (USB), também, acima do primeiro HD, para carregar o sistema pelo “Live USB”.

Opções de dispositivos para Boot, encontradas na BIOS da placa P5KPL-AM

Acontece que meu “Boot Device Priority” oferece apenas 3 opções para procurar o Boot:


  • Unidade CD-ROM
  • HD “zero” (Samsung, em SATA 1)
  • Floppy” (quem lembra?)
  • ou, “Desabilitado”

Não apareceu, sequer, o segundo HD (Maxtor, em SATA 2).

O manual da placa P5KPL-AM diz que todos os dispositivos seriam oferecidos como opções de Boot

O manual da P5KPL-AM (item 2.6, pág. 2-30) não foi de grande ajuda.

Esse manual se refere a uma especificação, onde “Boot Device Priority” deveria abrir uma lista com todos os dispositivos existentes no computador, — tantos quantos fossem encontrados, — e não uma lista com um número fixo, de 3 opções genéricas, padronizadas.

Em “Hard Disk Drives” (inexistente no manual!), encontrei mais opções

Depois de arrancar os últimos fios de cabelo, acabei esbarrando, — na tela, — com um item “Hard Disk Drives”, que não consta do manual.

Dei ENTER nele, e lá encontrei os 2 HDs existentes (Samsung e Maxtor).

Encontrado na BIOS, afinal, o segundo HD do computador

Bastou um teste rápido, — passar Maxtor para o topo, e voltar à tela anterior (ESC), — para confirmar que, desse modo, Maxtor passaria a ser a opção (única) de HD, oferecida entre as prioridades de Boot.

  • Desfazer rápido!, — ou, apertar ESC, ESC, até “Sair sem gravar”, — para não ficar sem Boot pelo HD correto.

O Pen Drive precisa ser colocado no slot, antes de entrar na Configuração da Bios (BIOS Setup)

Uma vez gerada a mídia com o Linux Mint 17.3 Cinnamon, voltei ao BIOS Setup para fazer a configuração efetiva do Boot.

Inseri o Pendrive no slot USB, reiniciei o computador, — apertando DEL, para voltar ao Setup, — e ele apareceu, embaixo dos HDs.

Bastou passar o Pendrive para o topo dos HDs, e ele ficou sendo “a opção de HD” (única) oferecida entre as prioridades de Boot (em lugar do Samsung no SATA 1).

Passando o Pen Drive para o topo dos HDs, torna-se “a opção” (única) de “HD de Boot

Após vários testes, — com várias “distros”, — acabei adotando essa configuração de “Hard Disk Drives”, em caráter permanente:

  • 1st Drive: USB (Pendrive)
  • 2nd Drive: Samsung (HD principal)
  • 3rd Drive: Maxtor (HD secundário)

Desse modo, sempre que houver um Pendrive no slot, ele assume a posição de “HD de Boot”.

Quando não há Pendrive, o Samsung reassume a posição de “HD de Boot”.

No outro quesito, — Boot Device Priority, — a sequência ficou assim:

  • 1st Boot Device: Unidade CD-ROM
  • 2nd Boot Device: USB (Pendrive) ou HD principal (Samsung, em SATA 1)
  • 3rd Boot Device: [Desabilitado]

Desde então, não foi mais necessário mexer no BIOS Setup para ficar alterando / desfazendo opções a cada nova experiência de Boot a partir do Pendrive.

Trabalhando com Linux Mint em “Live USB”


Essa configuração especial de “Boot pelo USB” foi mantida durante 4 dias, — enquanto trabalhei usando unicamente o sistema “Live USB” Linux Mint, — e revertida depois dele já estar instalado no HD como sistema “alternativo” (em relação ao Kubuntu: sistema “principal”).

A única coisa chata, é que os outros 3 slots USB estavam ocupados pelo scanner, teclado e mouse, — por isso, não tinha a comodidade de ir salvando 1.001 coisas, rapidamente, em outro Pendrive.

••• Sim, utilizei o scanner, durante esses 4 dias. — Mais tarde, em outros testes de trabalho em Live USB, confirmei que podia tranquilamente desconectar (e reconectar) o scanner, e assim liberar um slot USB para usar um segundo Pendrive, — porém, prefiro sempre gravar / transferir / trabalhar diretamente nas partições do HD: — “F:\” (do Windows), “Primoroso” (/home do sistema “principal”) e “Debioso” (/home do sistema “alternativo”).

Lembre que, quando se roda um sistema “Live” (CD, DVD, USB), tudo que você salva ou configura é, — literalmente, — volátil. Desligou, vai tudo para o espaço.

Fiz dúzias e dúzias de “prints” da tela, — usando o “PrintScreen”, que salva as imagens capturadas, diretamente em arquivos PNG, com nome automático: “data-hora-minuto-segundo.png”, na pasta (virtual!) “/home/Imagens”.

••• Algumas “distros” Linux salvam as capturas de tela automaticamente na pasta (virtual!) “/home”.

Com o gerenciador de arquivos Nemo, ia transferindo esses arquivos para uma pasta na partição de documentos do HD, de modo que não se perdessem ao desligar o computador.

••• O aplicativo padrão do Linux Mint 17.3 Cinnamon (gnome-screenshot) usa dois-pontos (“:”) nos nomes automáticos dos arquivos das capturas de tela, como separador de “hora-minuto-segundo”, e apenas o Nemo faz a substituição automática de “:” por outro caractere (“_”) — aceitável para Windows,  ao copiar / mover esses arquivos para uma partição Fat32. — Se você tentar fazer isso pelo Dolphin, recebe apenas uma mensagem de erro.

Afora isso, editei normalmente arquivos de texto, planilhas, imagens etc. diretamente na partição de documentos Fat32 do HD.

As configurações de Linguagem, Fuso horário, Teclado etc. foram anotadas em um caderno reservado para isso,— e em arquivo de texto, passo-a-passo, — de modo que no segundo dia bastaram poucos minutos para deixar tudo pronto para prosseguir, de onde havia parado na véspera.

••• Mais tarde, — com um monitoramento adequado de Temperatura adotei a prática de deixar a “sessão Live USB” aberta de um dia para outro, durante 2 ou 3 dias, de modo que não precisei mais refazer as configurações a cada novo dia / nova sessão Live USB.

Para que tanto trabalho?

Porque 4 dias de trabalho regular no Linux Mint em Live USB, — com direito a esses pequenos incômodos, — foram um ótimo teste para decidir se queria, realmente, ter o Linux Mint 17.3 Cinnamon como “sistema alternativo”.

Ao contrário de um estepe, — careca, esquecido na mala do carro, — eu tenho o hábito de usar o “sistema alternativo” para o trabalho regular, dia-sim-dia-não.

Se não fizer assim, você nunca irá configurá-lo completamente, com todos os aplicativos de uso frequente, — e quando precisar dele, descobrirá que não está pronto para substituir o “sistema principal”, numa emergência.

Fazendo o Pendrive “voltar ao normal”


Essa, foi a parte mais fácil e rápida, da brincadeira toda.

Já tinha recuperado esse mesmo Pendrive de 2 GB, anos atrás, quando apresentou um problema qualquer.

Na época, isso parecia um bicho de 7 cabeças. Percorri dúzias de páginas, blogs e fóruns, lendo coisas, as mais variadas, que não tinha certeza se estava entendendo direito, — além das famigeradas “linhas de comandos”, cada uma mais esquisita que a outra. Acabei pescando o suficiente para arriscar uma formatação, que resolveu o problema.

Agora, já nem lembrava mais qual ferramenta utilizei, na época, — nem qual o formato, nem nada.

Usando o “Formatador de dispositivo de memória USB” (do Mint) para fazer o Pen Drive “voltar ao normal”

Melhorou o mundo, melhorou o Linux, melhorou meu estado de “ignorância aperfeiçoada”.

Agora, bastou abrir o Menu do Linux Mint (depois de instalado no HD), digitar 3 letras, — “Pen”, — e, pimba!

Pula, bem na minha frente, um “Formatador de dispositivo de memória USB”.

Coloque o Pen Drive no slot USB e clique em “Formato”, que ele aparece como única opção: é só confirmar

O primeiro campo, “Formato”, — tradução errada: o correto é “Formatar”, — não pode ser preenchido por você.

Coloquei o Pendrive no slot, para ser detectado.

Depois disso, cliquei no campo, e ele ofereceu 1 única opção: — “Kingston DataTraveler 2.0 (/dev/sdc) – 2 GB”. Foi só clicar nessa opção, para confirmar.

O segundo campo, — “como”, — já sugere “FAT32” desde o momento em que o programa foi aberto.

A mensagem é: — “Formatar Kingston… como FAT32”.

Precisava ser muito burro, para não entender, e ainda conseguir errar alguma coisa.

Indicações claras de que o formato “Fat32” é o “normal” para recuperar o Pendrive

Você leva o ponteiro do mouse até o “FAT32”, (só para ver as opções…), e — antes que consiga clicar, — já explode na sua cara um baita esclarecimento:

FAT32 é mais compatível em qualquer lugar”. — Quer mais o quê? — Ponto negativo: “Não aceita arquivos de mais de 4 GB”.

Depois:

“NTFS é compatível com Windows. Não é compatível com Windows, MAC e a maioria dos dispositivos”. — Frase maluca. Mas se fizesse sentido, talvez ninguém entendesse. Do jeito como está, é bem claro: — “Melhor, não entrar nessa!”.

Por fim… Ext4 é “da casa”, ninguém vai falar mal dele:

“Mais moderno, estável, rápido, protegido por journaling”. — Belo! Porém…  — “Não é compatível com Windows, MAC e a maioria dos dispositivos”. — Deu o recado, sem ofender ninguém. Quem tem juízo, entende.

Do meu ponto de vista pessoal, — vivendo em um mundo onde Lan Houses, Cartórios, Lojas de conveniência (imprimir documentos na rua!) usam Windows, — não faz sentido transportar documentos, contas etc. em um Pendrive, que não possa ser lido em qualquer lugar.

Diante disso, quem precisa pesquisar no Google?

Forneça a senha de Administrador (Super Usuário), para formatar o Pen Drive

O último botão, “Formato”, também é tradução maluca de algum robô sem noção. — “Você quis dizer… Formatar” (Google da Depressão). — Clica lá, e ele pede a senha de Administrador. Destruir dados exige privilégios.

Digite a senha, clique em “Autenticar”, e… vai ser rápido, não foi?

Gravei um arquivo qualquer no Pendrive, depois entrei no Windows, e fiz o teste.

O Windows leu, copiou, gravou e abriu. De boas.

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Publicado originalmente em 22 Jan. 2016.
••• Atualizado em 17~22 Mai. 2016, com novas “descobertas”.

— … ≠ • ≠ … —

Linux Mint



Kubuntu & KDE