segunda-feira, 23 de julho de 2012

Instalação do Google Chrome no Debian

Para obter o Chrome -- no Gmail , escolha "Mais", e "Ainda mais", para chegar às opções de uso menos frequente
Uma vez que o Chromium instalado no Debian não conseguia acesso ao servidor para sincronizar, após alguns dias resolvi instalar sua versão personalizada, o Google Chrome, que já vinha funcionando bem no (K)Ubuntu e no Windows.

Google Chrome não faz parte dos repositórios padrão do Linux (só o Chromium, a versão original em da comunidade de código aberto). Por isso, não bastava abrir o Gerenciador de pacotes (softwares), que não iria encontrá-lo e oferecê-lo para instalação rápida.

Para não perder tempo aprendendo como adicionar ao Debian o repositório específico do Google, segui o caminho mais simples -- na barra superior do Gmail, escolhi "Mais", e "Ainda mais". Isso leva às opções que não são de uso diário. É lá que estão os softwares oferecidos pelo Google.

Página de "Mais produtos Google"

Escolhida a opção Google Chrome, chega-se a uma página com meia dúzia de frases, e um enorme botão de Downloado do Google Chrome. Abrem-se então duas opções para "Debian/Ubuntu" e duas para "Fedora/openSUSE", conforme você tenha instalado sistema operacional de 32 ou 64 bits..


Baixei o pacote ".deb" para "Debian/Ubuntu", do mesmo jeito que já havia feito para o (K)Ubuntu.
Só mudou o número, pois no Debian uso 64 bits, e no (K)Ubuntu uso 32 bits. Nunca percebi qualquer diferença. Em 64 bits você consegue usar acima de 3,5 GB de memória. Mas o de 32 bits nunca reclamou que 3,5 GB fosse pouco.
Note a "Observação" de que a instalação "adicionará o repositório do Google" ao sistema. Por mim, bastava isso. Tivesse o repositório antes, e o Gerenciador de Pacotes Synaptic automaticamente ofereceria Google Chrome, baixaria, instalaria, da mesma forma como a partir de agora vai detectar qualquer eventual atualização.

Duplo clique no arquivo ".deb" não chamou o instalador de pacotes do Debian. Apenas abriu o arquivo com um descompactador. Clicando no arquivo com o botão direito, aí sim, encontrei a opção de "Abrir com o GDeb Package Installer".

O instalador acusou a "dependência" de 2 pacotes, ainda não instalados no computador. Mas como não apresentou nenhum link ou botão para buscá-los antes de começar, parti do princípio de que o próprio instalador se encarregaria de obtê-los durante o processo.

A instalação foi rápida. Nenhuma mensagem de erro. No final, mensagem de instalação concluída.

Apenas... o Google Chrome não apareceu no menu.

Desinstalei o Chromium, e tornei a instalar o Google Chrome, pelo GDeb Package Installer. Reiniciei o computador umas duas vezes. E nada dele aparecer no menu.

Então, desisti do pacote ".deb", e do GDeb Package Installer.

Abri o Gerenciador de Pacotes Synaptic, e conferi que de fato ele já incluía o Google Chrome em sua lista de repositórios para busca de software.

No Synaptic, em Configuração >> (Repositórios) >> Aplicativos de terceiros, o repositório do Google Chrome

Mandei atualizar a lista de softwares ("Recarregar"), em seguida mandei "Marcar todas as atualizações", e em seguida "Aplicar".

Com isso, o Synaptic descobriu, baixou e instalou duas coisinhas, incluindo uma "keyring", que me parece ser algo como "tabela de chaves de segurança".

Veja abaixo (lado esquerdo) que, numa classificação por "Estado" (situação), existem apenas softwares "Instalados" e "Não instalados" -- nada de "Quebrado".

No Synaptic >> Recarregar >> Marcar todas as atualizações, e por fim Aplicar

O que fiz, então, digitar "Chrome" no campo de busca, para reduzir a lista a poucos itens.

Cliquei com o botão direito em "google-chrome-stable" (que dava como já instalado), e escolhi a opção "Marcar para reinstalação". Em seguida, novamente "Aplicar".

Desta vez, sim, o processo foi até o final, e o Google Chrome apareceu no menu. Nem foi preciso reiniciar o computador.

Daí, porque prefiro usar o Synaptic, ao invés de baixar um pacote ".deb" -- de 30 Megabytes! -- que, ao fim das contas, só serviu mesmo para adicionar uma "frase", com o endereço do Repositório do Google.

Com esse endereço devidamente adicionado, o Synaptic foi lá e baixou -- de novo -- o pacote completo, só que, dessa vez, sem deixar furo.

Sincronização do Google Chrome


Logo ao abrir o Google Chrome pela primeira vez, ele já pergunta se você deseja que seja o Navegador padrão (sim), oferece uma tela de Login, e vai para a Sincronização. -- é só mandar.

Mal deu tempo de suspirar de alívio, e já apareceram as abas dos "Favoritos" (Bookmarks), cada uma com as respectivas subpastas, reproduzindo o ambiente de navegação dos últimos anos.

Neste momento, são três cópias em diferentes partições do computador (Debian,, Kubuntu, Windows) e uma quarta cópia no Google. O que você acrescenta, altera ou deleta em um dos sistemas, é automaticamente replicado ao abrir o Google Chrome no outro sistema.

Os Plugins ("Complementos", "Extensões") do Chrome, já não aparecem tão rápido assim. Impaciente, procurei o primeiro Plugin, instalei, configurei etc. Quando estava instalando e configurando o segundo Plugin, os outros 10 ou 15 apareceram de uma vez só.

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Debian


sexta-feira, 20 de julho de 2012

Sincronização do Google Chrome


A Sincronização do Google Chrome é uma ótima ferramenta de produtividade, para quando você "zera" o HD e reinstala o sistema operacional. É só baixar e reinstalar o Chrome, entrar nele, sincronizar — e num instante recupera todos os Favoritos (Bookmarks), Plugins e demais configurações personalizadas.

Isso é ainda mais útil quando você usa 2 ou 3 computadores / dispositivos móveis, entre casa e trabalho; ou quando usa 2 ou 3 sistemas operacionais diferentes no mesmo computador.

No ícone da "chave inglesa", que fica no alto à direita do Chrome, abra o menu de personalização e controle, e vá para "Fazer login como..."

Suspeito que tenha se tornado mil vezes mais útil, depois que o Google — "meio" que sem perguntar — praticamente reuniu todas as contas de cada usuário no Google+1 (ou Plus One). Com isso, o Dashboard agora dá acesso centralizado a quilômetros de informações e configurações de:

  • Google
  • Perfil
  • Alertas
  • Blogger (Blogspot)
  • Gmail
  • Contatos
  • Agenda, Tarefas
  • Friend Connect
  • Talk
  • Buzz, Google+
  • Google Grupos
  • Orkut
  • Histórico (Web, Imagens, Notícias, Vídeo, Mapas, Blogs, Livros)
  • Sincronização
  • iGoogle (Gadgets, Guias, Temas)
  • Reader, Livros, Notícias
  • Sites
  • Youtube
  • Picasa
  • FeedBurner
  • WebMaster Tools
  • Analytics
  • AdPlanner, AdSense
  • Outros 7 "produtos" que ainda não usei, provavelmente incluindo Vídeo Conferência

Pela posição da barra de rolagem à direita, dá para fazer uma ideia de quão quilométricas são as informações e configurações reunidas no Dashboard.

O link de acesso ao Dashboard aparece na tela — bastante resumida — que aparece logo após o Login.

Observe a lista de itens que podem ser sincronizados — ou não, conforme preferir:
  • Favoritos (Bookmarks)
  • Preferências (do Chrome)
  • Temas
  • Preenchimentos automáticos
  • Perfis de autopreenchimento
  • Extensões
  • Aplicativos
  • Dados da Omnibox
  • Abrir guias
  • Mecanismos de pesquisa
  • Senhas
O Chrome do Windows já estava sincronizado desde longa data, nem lembro quando. Porém ainda não tinha sincronizado o Chrome do Kubuntu, nem o Chromium do Debian. Todas as tentativas falhavam, como se não estivesse usando a senha correta.

A solução foi voltar ao Windows, interromper a sincronização e (automaticamente) apagar todos os dados desta seção no Google. Só assim poderia ter absoluta certeza de qual das 48 senhas iria usar — nem que fosse preciso criar uma 49ª senha!

Em seguida, tornei a fazer Login e mandei Sincronizar novamente — apenas, desta vez mudei uma opção que parece ter sido a solução do problema: — Antes, havia escolhido criptografar a senha. — Agora, substituí por criptografar os dados. Descobri, assim, que são opções excludentes.

Feito isso, voltei ao Kubuntu, abri o Chrome, fiz o Login — e num piscar de olhos surgiram todos os Favoritos, Plugins, preferências etc.

Sei que nem tudo vai funcionar 100%.

Os dois ícones (verdes) do Shareaholic, por exemplo. O primeiro (verde mais escuro) é do Windows, onde funciona perfeitamente. O segundo (verde mais claro) é do Kubuntu, onde já estava, e funciona perfeitamente. Eliminar um deles (que não funciona "aqui"), pode não ser boa ideia, pois provavelmente desaparecerá "" (onde funciona). Não sei. Ainda não testei. Mas, é bom ir com cautela. Porém, isso não é problema para quem usa 2 ou 3 computadores com o mesmo sistema operacional.

Por fim, reiniciei o computador no Debian, cujo Chromium é um pouco diferente. Trata-se do Chromium original, desenvolvido pela comunidade de código aberto — e não do Chrome, a versão personalizada pelo Google.

No Chromium, o menu aberto pela "chave inglesa" apresenta um item chamado Options — e é nele que está o Login do Google.

Uma surpresa: — Aceitou a senha, fez o Login... mas, ao mandar sincronizar, acaba concluindo que o servidor está "muito ocupado" e sugere "tentar de novo mais tarde".

Esperei uns 5 ou 10 minutos, tentei de novo, com o mesmo resultado.


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sexta-feira, 6 de julho de 2012

SkyGlobe, Stellarium e KStars no Debian

Céu de Brasília às 6h00 de 6 Jul. 2012, no Stellarium. O Sol deveria nascer por volta das 6h40, segundo a Nasa

Não lembro quando recebi o SkyGlobe, ainda em diskete (quem sabe o que é isso, hoje?), desenvolvido por KlassM SoftWare Inc. e distribuído como shareware, com a indicação explicita de que as pessoas se sentissem estimuladas a fazer cópias para avaliação, pagando pelo software apenas se decidissem continuar usando-o. "Sem esse canal de distribuição, é quase certo que não haveria SkyGlobe, tal como o conhecemos hoje", afirmava na página 31 o manual SkyGlobe.txt da versão 3.6.

Também não lembro quem me repassou a cópia, antes de a Internet se tornar comum no Brasil (a partir de 1996 ~ 1998). Por uma anotação feita no manual impresso (32 páginas!), acredito que deve ter sido a versão 3.0. Forneci uma cópia ao Gilberto Coutinho, que contactou KlassM SoftWare Inc. e adquiriu a licença, recebendo a versão 3.6, já configurada para as coordenadas geográficas de Brasília. Devo ter ambas, entre os backups. O software custava US$ 20,00 + US$ 5,00 de correios para fora dos EUA; e havia mais 6 produtos opcionais, como catálogos adicionais de estrelas, GIFs de planetas etc., cada um por US$ 5,00.

Trata-se de software para DOS, embora ainda o tenha rodado nos primeiros anos em que passei a usar Windows regularmente, numa "janela". Com certeza, utilizei (no Windows) ainda por volta de 1998, para obter as trajetórias aparentes do Sol em Brasília — tabulado em Excel para calcular posições X, Y, Z num círculo de raio=1 e exportado em script para traçar no AutoCAD. — A versão 3.6 do SkyGlobe para DOS continua disponível, dando a entender que não houve desenvolvimento posterior. De fato, há uns 15 anos já havia indícios ou informação de que o desenvolvimento havia cessado. Um site particular afirma que KlassM SoftWare Inc. já não existe. Porém, também acabo de encontrar um SkyGlobe 3.6 para Windows (falta testar). Villanova University ainda o recomenda. Os dados da Wikipedia em inglês parecem corretos.

No momento, não lembro exatamente por que, não tenho nenhum outro "planetário" desse tipo instalado no Windows. Talvez porque parei de investir no uso do Windows, ou porque parei de "baixar" coisas, exceto diretamente dos sites dos próprios desenvolvedores, e hoje são poucos os que oferecem alguma coisa sem travas. O fato é que é muito mais simples e seguro instalar softwares livres, diretamente dos repositórios oficiais do Linux.

Comecei a instalar meu Debian atual (6.0.4) às 20h45 de 6 Abr. 2012, e por volta das 2h15 instalei (entre outras coisas) o Stellarium (printscreen acima) e o KStars (abaixo). Já se tornou hábito, ao reinstalar um Linux, folhear as anotações das instalações anteriores. Em pouco tempo, está tudo como antes.

Céu de Brasília às 6h00 de 6 Jul. 2012, no KStars. O Sol deveria nascer por volta das 6h40, segundo a Nasa

Tanto o KStars quanto o Stellarium aparecem nos repositórios mais comuns do Debian, bastando digitar alguma coisa como "stars". Deve haver outros, mas por algum motivo me acostumei a instalar esses dois. Na verdade, bastaria um deles.

Os dois printscreens acima são parciais. Cortei parte da tela no Gimp (igual ou superior ao Photoshop), sem qualquer redução de tamanho, para facilitar a visualização, e "salvei como" JPG, qualidade 85%.

Digite "stars" no Synaptic, ou tente "estrela", "planetário" etc., para localizar os softwares disponíveis.
Não esqueça de clicar primeiro em "Recarregar", para atualizar as listas dos repositórios de software

O Kstars se parece bastante com o antigo SkyGlobe, e é até possível que seja o melhor dos dois, do ponto de vista técnico. Por algum motivo, tenho usado mais o Stellarium. Talvez, pela aparência mais "amigável"? Ele vem com oito "paisagens", semelhantes ao "papel de parede" (wallpaper), feitas a partir de fotos 360 graus. Se não me engano, já vi "paisagens" adicionais, inclusive uma brasileira, talvez de uma cidade do sul de Minas.

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Debian



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